Aragão por LoneRider – A Rota dos Rios

Ríos agua, agua chuva, chuva inverno, andar mota no inverno mais agua da chuva dá molha na certa…

Confere!

Ora então, dos últimos 1200kms a bordo da Dorothy, divididos por duas voltinhas, oitocentos dos quais foram passados por água!

Sempre que via uma gota a escorrer pela viseira abaixo, os meus problemas recordavam-me daquela máxima Lonerideriana.

“Sólo cuesta quedarse mojado”

(só custa a ficar molhado)

A alta montanha com cotas acima dos 1500m tem destas coisas, e quando se tratam de nuvens preguiçosas, sempre que se encontram com uma montanha rabugenta que não as deixa passar, as nuvens põem-se a chorar!

A cada paragem olhava para os meus problemas e não percebia bem se estava contente por me ver enxarcado ou verde de raiva e com vontade de me matar!

O que é certo é que, entre tremelique e tremelique, aqueles lábios finos, enrugados e roxos, iam desenhando um sorriso que não era tanto de felicidade, mas sim mais para o amarelado!

Onde é que eu ia!?

Ah! Os rios…

Os rios é aquela cena manhosa que rasga o chão e que leva a água das nuvens choronas da montanha até ao mar!

Alto lá, vocês estão completamente enganados e serve a presente crónica para demonstrar o contrário!

Acordar com o cantar do galo pode ser uma experiência maravilhosa, salvo que o gajo comece a cantar as cinco da manhã!

Pensei em fazer-lhe uma espera para lhe torcer o pescoço mas depois pus-me a pensar, se tenho que esperar que gajo ponha a gargalo de fora para o amarfanhar quem não vai dormir sou eu!

Bem resignei-me à sorte que tinha e fui dormir…

Mas o gajo, as cinco em ponto já estava a excitar o gargalo!

Raios ma parta!

Juro que que um dia lhe arranco as penas à bofetada!

Voltei a resignar-me com a sorte que tinha e levantei-me para ir à casa de banho.

Prontos já sei, vocês querem fotos e tal…

Mas ainda não vos disse onde vou, nem o que tomei para o pequeno almoço, nem o que vesti, nem…

OK, faço um esforço, mas é só porque é para vocês!

O primeiro objectivo era o Rio Piedra, onde Paulo Coelho escreveu aquela Bíblia para os Flocos de Neve, À Beira do Rio Piedra, Sentei e Chorei!

Mas não porque o Rio Piedra seja importante, que também o é, pois dá o nome ao famoso Mosteiro, mas também que é sobre ele que está levantado o paredão da Barragem da Tranquera!

Paramos para contemplar as paisagens e fazer umas fotos e tal…

Alguém que me empurre!

Bem, adiante…

A estrada não era grande coisa, a típica estrada secundária de Aragão, com piso irregular e algum buraco, mas desvia-se pelo vale do nosso primeiro protagonista de hoje, o Rio Mesa!

(se quiserem a ficha técnica do río procurem no Wikipedia)

Digamos que o Rio Mesa é o autor de uma cicatriz no Sistema Ibérico, como que um corte profundo poronde corre um fio de água limpo e cristalino que serve umas termas (Jaraba) e deslumbra as vistas com as paredes rochosas que desbravou e que hoje são habitat natural dos abutres!

São vários kms de estreito e sinuoso desfiladeiro onde as paredes chegam a ter uma altitude que dificilmente uma máquina pode abarcar!

E é difícil de descrever assim que o melhor mesmo é ver este vídeo onde, de alguma maneira, tento mostrar a beleza do local!

Vá lá, não sejam preguiçosos, vejam o vídeo que até tem musiquinha para fazer meninos e tudo!

Pouco a pouco ia subindo para a meseta, através de uma estrada sinuosa e interessante, com piso muito fixe que denunciava que tínhamos passado os limites do reino de Aragão e nos encontrávamos agora “en la Mancha del Quijote”!

O objectivo era entrar em cheio no que é conhecido como a Serranía de Cuenca, que conta com estradas de muito bom piso, traçado sinuoso, paisagens brutais e um parque natural interinamente dedicado ao nascente de um Rio!

Depois da barrigada de curvas a bom ritmo chegamos ao Parque Natural del Nacimiento del Río Cuervo!

Ao chegar constatamos que o gajo é resmungão e que começava desde lá bem de cima a fazer barulho. Estávamos na base de uma escadaria natural camuflada por um frondoso bosque de choupos, pinheiros e outros árvores de menor porte.

Ao subirmos a primeira rampa o Cuervo presenteia-nos com este pequeno lago, alimentado por inúmeros fios de água que pulverizavam uma frescura no ambiente.

Continuando com a escalada, seguindo as águas cristalinas do rio, começam a aparecer as primeiras queixas. Estavam uns 17°C e se os forros de inverno são de agradecer pela frescura matinal, agora que o sol aquece sufocam o corpo.

Embora as sombras das árvores e o spray do rio atenuassem o sufoco, ganhar altitude num espaço de tempo relativamente curto não ajuda à sensação térmica.

Chegados à meseta, onde o Cuervo corre por entre pedras e piscinas naturais, decidimos desistir, evitar o sofrimento que nos sofocava e descansar um pouco.

Tratamos de imortalizar as nossas fronhas no local, de comer o farnel que preparamos de manhã e relaxar porque o local convida a descontrair, descansar e brincar um pouco.

Quando chegou a hora de partir, enquanto a Mery reagrupava os tarecos, ainda me aventurei para fazer mais esta fotografia!

O Parque é relativamente grande, tem vários caminhos que te permitem ver o rio de diferentes perspectivas, sitios se descanso, para comer e até fazer umas cestas, mas convém vir preparado para andar e suar um bocado.

Voltamos à estrada, em direcção a Tragacete, descendo pelo vale do rio mais polémico e mediático da península. O Rio Jucar!

Tragacete é um ponto estratégico na nossa rota. É um ponto de inflexão na cota de altura (acabamos de descer e começamos a subir), é aqui que começamos a voltar para trás (na direcção de casa) e é o único posto de abastecimento aberto num raio de 80kms!

Depois de abastecer e tomar o cafezinho apanhamos a subida que nos leva ao outro protagonista deste miserável relato. A estrada é muito boa, com muitas curvas enlaçadas, lenta, técnica e super divertida. Gravamos tudo em vídeo, só não o publicamos porque o mesmo testemunha a forma como atiramos pelo penhasco abaixo três motas de matrícula francesa, depois de ter empalado os condutores e violado as penduradas. Isto tudo só por terem estragado parte da diversão.

Aqui, já cá em cima, no descanso do guerreiro!

A estrada ganha agora características bem mais rápidas, subindo aos 1600m, para entrar definitivamente em Aragão. Uns kms mais a diante, giramos à esquerda para ver nascer o maior rio da Península Ibérica.

Aqui, a 1500m sobre o nível médio do mar, brotam com vigor as primeiras águas do Tejo, que cruza a Península ao encontro do Atlântico, a 1000kms de distância.

Prazer e sofrimento juntos numa só foto!

(não sei porquê, mas acho que este comentário vai fazer alguma sertã ganhar asas)

Voltamos à estrada para curtir mais uns kms de bom asfalto, curvas a condizer e paisagens verdejantes.

O objectivo não era desconhecido, mas a sua beleza e o facto de ser desconhecido aos olhos da Mery, tornava a paragem obrigatória.

Albarracin, Vila Medieval ligada ao Cid el Campeador, que tem tanto de encanto como de fotogénica.

É foram aquí que as coisas se torceram!

Chegamos à hora do desassossego (entenda-se visita guiada) onde tivemos que fintar por várias vezes o grupo de japoneses que visitavam o núcleo medieval.

Foi quase impossível fazer fotos sem encontrar o típico turista com a sua reflex a fotografar uma pedra gastada pelos ventos que descem dos Montes Universales.

Mery prendeu o burrinho porque queria encontrar o povo vazio à sua mercê.

Quando finalmente consegui a Plaza Maior vazia só para mim, captei esta “postura de Alcaldesa” (só lhe falta “el Bastón) que quase me ia custando a vida!

Depois de Albarracin, já com a tarde avançada e o sol a deixar muitas sombras na paisagem, apanhamos direcção a Orihuela del Tremedal para conhecer o rio mais peculiar desta rota.
À medida que subíamos os Montes Universales a paisagem mudava, os pinhais passavam a ser menos densos, onde grandes maciços rochosos mostravam uma rocha fragmentada em milhares de calhaus alguns deles de proporções consideráveis.
Quando começamos a descer, por um longo vale, as árvores deram lugar a um caudal de pedras com mais de 10m de largura.

Não meus amigos, não se trata do leito de um rio seco, trata-se de um rio onde o caudal são pedras, que pela acção das temperaturas gélidas do Inverno e escaldantes do Verão provocaram a sua fragmentação e dispersão ao longo do vale.

Diria que este Rio de Pedra, que não é único nesta zona, se estende paralelo à estrada ao longo de uns 3kms e tem uma largura considerável, que permite ser visto nas imagens de satélite da Google.

Mais um sítio que pede uma caminhada pelo entorno para conhecer com detalhe estes Rios cujo caudal são Pedras!

Com as temperaturas a cair, era momento de procurar a Autovía Mudéjar e devorar os 170kms que nos separavam do Covil!

Foi, finalmente, um dia em que a chuva não nos limitou o passeio, com muito sol e sítios muito interessantes onde o bom asfalto promete garantir momentos de diversão!

Prontos pessoal, para a próxima há mais!!!

La Cabra Tira Al Monte

Uma manhã fria das de Abril, sol timido e sem nada para fazer.
Pensei em tentar descurtinar a melhor forma de cruzar o Sistema Iberico sem perder de vista o unico rio que o faz. Alem do Jalon, que de forma tortuosa e acidentada divide o Sistema Iberico, mais ou menos paralelos ao leito do Jalon, foram construidas as principais vias do pais pois por aí passam a A2, que liga Madrid a Barcelona, uma ferrovia de mercadorias e uma de alta velocidade, onde as composições furam pelos montes da Serra de Vicor e Morata.
Isto impossibilita procurar um caminho que não esté poluido por estas infrastuturas.
E de repente parei para pensar e…
Que se lixe, hoje é para curtir!

Isto foi uma pista que encontrei por donde andei, onde aproveitei para fazer a minha primeira incurção numa pista tecnica que me pos a suar em menos de nada.
foi lá tambe onde me iniciei no “salto ao tronco”!

Saber saltar bem um tronco é uma tecnica que ajuda na transposição de obstaculos, assim como um optimo treino para o posicionamento em cima da mota.
Tambem é fixe para te por a suar de forma quase instantanea se a tua consição fisica for má.

Depois da suadeira, era tempo de fazer uns caminhos, passar para a outra margem do Jalon e procurar um barranco virgem no meu reportorio!
Aparentemente era relativamente facil, mas tinha dois obstaculos interessantes que obrigam precisamente a aplicar a tecnica do salto ao tronco. Quando o trilho se acaba, como cereja em cima do bolo, uma subida às Ruinas do Castelo de Rueda de Jalon onde a vista para o verdejante vale do Rio Jalon contrasta com o seco dos montes à sua volta!

Depois do barranco e do premio das Ruinas do Castelo, fui à procura das paisagens proprias de um bom spaguetti western…

Os montes da margem sul do rio Jalon, entre Bardallur e Epila, oferecem uma trama densa de trilhos explorados pelos aficionados ao Enduro que nos oferecem paisagens interessantes.

Alem disso , esses trilhos as vezes conduzen-nos a a zonas tecnicas, com obstaculos que propiciam a aprendizagem sem que os sustos não sejam uma constante!

Este trilho não tinha saída e embora tenha valido a pena pelas paisagens, obrigava a voltar para tras. Nem sempre é facil fazer o caminho inverso e convem sempre evitar meter-se numa alhada e ter a certeza de que se capaz de sair de algum impasse.
No todo terreno existem duas palavras de respeito.
Descer e subir.
A primeira porque todos os santos ajudam e quando o desiquilibrio surge as inercias tendem sempre a piorar a situação. A Segunda porque, se a coisa não corre bem a coisa inverte-se e podes começar a descer!

Depois do susto, depois de desfazer o caminho, decidimos visitar os primeiros trilhos que fiz, em tempo idos, com a Dulcinea, que foram a minha estreia absoluta nisto do enduro!
Para alem da familiaridade, Urrea de Jalon é o municipio onde se encontra uma das subidas que mais respeito me dá, que nunca a consegui fazer sem que uma queda me impedisse de a completar…
Foi assim com a Dulcineia (cujo motor era manifestamente impotente) e foi assim com a transmissão de origem de Artax….
Mas tenham calma, já lá iremos, primeiro ainda esta este video que tem algumas coisas interessantes, para alem do barranco da Oliveira em Bardallur que tambem tem o seu grau de difculdade!

Depois do docinho nostálgico era tempo de rodar pela crista do monte até descer à ermita de San Sebastián (nos arredores de Bardallur) para fazer o caminho inverso de volta a Urrea por um trilho técnico e super divertido.

O Barranco de la Olivera não é nada mais nada menos que o leito de um riacho seco, por donde escorrem as chuvas tormentosas características da zona. Isto propícia os obstáculos naturais que se transformam em desafios à perícia de quem gosta de sair com a cabra al monte!

A medida que vamo subindo a dificuldade vai diminuindo e em algum momento se pode voltar a disfrutar de umas paisagens interessantes, se bem que eu estava mais interessado em imprimir um andamento mais vivo à coisa.

De volta a Urreia, o desafio da subida picava na mioleira e nem os Michelin de tacos desgarrados e mal tratados em fim de vida me moviam de tentar fazer a subida!

Chegados lá é depois de fazer um reconhecimento visual à coisa reparei que os regos estavam mais estreitos e profundos que as águas do inverno seco tinham feito um trabalho interessante que aumentou ainda mais a dificuldade da coisa.

La no alto, a meio, havia tempo (uns 50 metros) para descansar e planear o derradeiro ataque onde nos esperam dois degraus rochosos como último desafio.

Estava confiante, tinha mais umas horas de trambolhões no pelo, sabia que a transmissão de Artax aguentava bem a exigência e lidava melhor com as inercias.

No entanto, decidi subir em primeira desde o início, evitando assim um erro comum nas reduções, que é de ficar em neutro e perder toda a inércia que se leva em menos de nada.

Allá voy!

Mas a sorte, uma vez mais, não me acompanhou!

Estranhei um movimento em Artax que me pôs de alerta.

Conforme se pode ver no vídeo, após uma breve inspecção ao sistema de transmissão, reparei que a guia da cremalheira se tinha partido por causa de algum impacto que sofreu.

Teria que adiar o último assalto à subida e voltar para casa choroso…

Procurei os caminhos agrícolas e fui fazendo caminho para casa “al tran tran” para evitar o inevitável, que se traduziu num embrulhanço da transmissão e consequente queda!

Os últimos 500m foram feitos a empurrar a Artax com a corrente pendurada no basculante!

E prontos, chegamos inteiros e contentes, com trabalho para fazer mas como isso também é algo que curto fazer….

[Test Drive] CRF 1000 L Africa Twin

Abril, Primavera, temperaturas amenas, mais horas de sol, picos nevados, agua cristalina e uma CRF1000 para experimentar.
À medida que os traços continuos vão ficando para tras, no horizonte cresce uma enorme montanha cuberta por um manto de neve. O som do paralel twin de pouco menos de 1000cc ajuda a animar a festa e as curvas rapidas são o desafio suficeinte para por à prova a estabilidade da Africa twin.

Prova superada!
A CRF, apesar da sua jante 21″, mostra-se equilibrada e estavel a alta velocidade, permitindo traçar trajectorias sem dificuldade, sem reações estranhas ou movimentos que recomendem baixar a velocidade.
Mas o mais divertido seriam as estradas de montanha, estreitas, sinuosas, com asfalto irregular, para perceber se mantinha o mesmo aprumo da sua ciclistica quando as condições não fossem tão favoraveis.
À medida que subia pela estrada de Talamantes, iamos podendo apreciar as famosas Peñas de Herrera, assim como percebia que a Africa Twin é divertida de conduzir, intuitiva e cheia de energia.
Tão facil que me atrevi a subir à muralha medieval de Talamantes com ela.

A foto era inevitavel!

Quando a estrada nos aproxima do monato branco de Gala que nos mostra com orgulho o Rei Moncayo, a Africa Twin revela-se uma mota tranquila, sem vibrações, rola a velocidades baixas sem exitação, manbra-se facilmente e permite que comecemos a sintir-nos integrados no ambiente.

Infelizmente o restaurante estava fechado, mas aproveitamos o parque de estacionamento do mesmo para fotografar o belissimo exemplar que me foi confiado.

Bem acabada, tudo no seu sitio, esta equipada com um assento que tem altura variavel tem uma pelicula aderente, muito util no todo terreno, mas que limita os movimentos corporais no asfalto.

Era hora de tomar rumo a casa, ou melhor, ao Stand da Honda (Mobicsa), mas não antes sem excitar as bruxas de Trasmoz!

Bem!
Viemos de lá corridos à vassourada e o embalo foi tão grande que a Africa Twin mostrou mais uma vez que não lhe falta folego para grandes tiradas de km.
Quando cheguei à Mobicsa apercebi-me que tinha “abusado” na dose, em parte por culpa do relogio que a Africa Twin tem no seu painel de instrumentos, que ainda vivia na hora de inverno, dando-me inconscientemente a oportunidade de curtir a companhia da CRF por uma hora a mais do acordado.

Mais um animal a juntar à lista de motas que devem ter um lugar na minha garagem se a sorte me bater à porta.

[Test Drive] Kawazaki Z900RS

O dia amanheceu molhado, com o vento a obrigar as nuvens a correr de encontro às montanhas. Desde a passadeira que me obrigava a correr, olhava pelos enormes vidros do ginasio como as gotas iam caindo no chão. Mais um dia de férias, mais uma madrugada a mais de 150 ppm, mais uma t-shirt molhada, menos 600 calorias activas.

Depois do banho, o pequeno almoço e olhadelas furtivas ao relogio para não me atrasar.

Será que nao me vão deixar fazer o test drive?

Que seja o que tiver que ser. Eu vou lá, a mota está lá, só não saímos os dois do stand se o vendedor não quiser!

Pela primeira vez nos ultimos 2 anos vou fazer um Test Drive a uma mota. O ultimo test que fiz foi à Integra e desde então, por não ter interesse em comprar , ou por falta de disponibilidade, deixei de parte esta forma de criar opiniao sobre as motas que existem no mercado.

Desta vez, aproveito a oportunidade para me estrear na edição das minhas opiniões sobre as motas objecto de teste. Não vão haver isenções, porque se trata de uma opiniao pessoal, da qual se pode estar de acordo ou não, mas sem deixar de ser o meu ponto de vista sobre os diferentes aspectos que avalio numa mota!

Desta feita a eleita foi uma moto que deriva de uma Street Fighter, que foi adaptada para encaixar na corrente estilistica vintage.

A Z900RS é uma neo-classica com um aspecto dos anos 70, quando a familia Z se estreou na andadura motociclistica.

Não é facil ficar indiferente as linha classicas da mota, que inicialmente fazem lembrar a primeira Z, mas que se vai misturando com aquele paracer familiar das Zephyr dos anos 80.

Como estava a chover, o teste foia feito essencialmente em ambiente urbano, onde a generosidade do motor acompanhava a sua sauvidade até as 5500 rpm. Altura em que deixava de haver sauvidade e abundava a genorosidade!

De facto a Z acelera muito bem, com um som proprio de um tetra, capaz de nos catapultar para velocidades de telejornal.

A medida que a velocidade aumenta, maior é a força que fazemos para nos agarrar.

Para mim o maior defeito da mota reside aqui, na falta de apoios para combater as inercias da mota, que aliada à inexistente protecção aerodinamica, limita uma ciclistica/ motor excelente no que a prestaçoes se refere.

Andar em auto estrada a velocidades acima de 120km/h é mentira. A falta que me faz a minha Maria das Curvas, com aquele barrigão enorme que nos apoia nas acelerações e travagens, e nos protege de boa parte da tareia que nos da o vento.

A Z-RS esta bem acabada, com tudo no seu sitio, um painel sobrio mas com toda a informaçao necessaria (incluido a ciclo lunar e um calendario menstrual configuravel), com um equipamento dentro do normal, suspensões regulaveis com um tarado algo firme mas que permite ler bem a estrada, um motor estupendo, iluminaçao LED, uma boa distribuiçao de pesos que a torna muito maneavel e uns pneus (GPR300) que encaixam muito bem no que se propõe.

Não houve muito tempo para mais, lamentando que tenha que a ir entregar quando as estradas começavam a secar-se.

Seria, sem duvida, uma excelente representante do neo-classissismo na minha garagem….

Galita – Introdução

Galita é uma CB250 TwoFifty do ano 96, comprada 0km pelo meu pai.

Esta pequena utilitária esteve ao serviço durante pelo menos 15 anos, percorrendo mais de 100000km numa utilização cheia de viagens, deslocações diárias, participação em eventos, quase sempre a tres e trouxa as costas!

Foi a primeira mota com mais de 50cc que conduzi legalmente, poucos dias depois de ter a carta. Tive o prazer de a conduzir muitas vezes e a infelicidade de a derrubar num acidente, assim como passar a certidão de óbito a um cão de porte médio, com a consequente queda…

Com os km e maus tratos a pesarem, tendo o meu pai uma CB500 na garagem, a Galita foi relegada para um segundo plano até ser encostada de vez.

Quando parou o motor ainda funcionava, apesar de comer muito óleo e isolar as velas, ainda era capaz de atingir a sua velocidade cruzeiro e trabalhar com alguma regularidade (até isolar as velas).

O tempo foi passando e sempre que ia à garagem do velho ouvia, lá longe, debaixo das cobertas velhas, o lamentar de uma senhora sem esperança.

Pois bem, retirei-lhe as mantas velhas, tirei-a para a rua e dei-lhe um banho!

Debaixo das cobertas podia ver-se uma mota completa, com as marcas de uma vida cheia de actividade, que no final não foi tão cuidada quanto merecia, mas ainda está num estado perfeitamente recuperável.

Aqui vemos o Chico Galita a despedir-se da Galita!

Depois do banho, trocamos-lhe o óleo e retirando-lhe as velas, fizemos o motor girar para que o óleo novo circulara pelos conductos e deixasse o motor bem pegajoso. O objectivo era parar a corrosão que poderia existir dentro dele.

Retiramos-lhe o sistema de transmissão e fomos avaliando como devia ser a ordem dos trabalhos.

Sendo assim primeiro vamos desmontar tudo, documentar a desmontagem, acondicionar as peças pequenas, para depois restaurar por fases/sistemas.

Depois da desmontagem, prioridade absoluta para o motor. Assim que o motor estiver reparado, decapagem e lacagem do Chassis, braço oscilante, e outros ferros estruturais.

Depois passamos à fase da montagem. Primeiro o motor no chassis, braço oscilante, sistema eléctrico e admissão.

Quando concluir esta fase só resta a fase do detalhe, pinturas, reparação de pkasticos, suspensões, rodas e mariquices!

De momento, vai aqui na maca até ao Santuário em Zaragoza, onde poderá enriquecer com as suas histórias as meninas que por lá habitam.

Notícias em breve…

603

Isto tem andado meio esquisito ultimamente…
O trabalho tem dado mais trabalho do costume, o tempo livre reduziu-se e, apesar de me divertir bué com Artax sentia que me faltava alguma coisa.
Parei para pensar…
Se calhar não estou a dar suficiente atenção aos meus problemas!
Mas ao final de quase 3 semanas a tentar dar cabo dos problemas, cheguei à conclusão que à problemas duros de roer, raios má parta lá o cú de 80cms! Sempre que me cai em cima, ou me saltam os olhos das órbitas ou é simplesmente o único que consigo mexer!

Mas mesmo assim, continuava a sentir a falta de alguma coisa.
Sentei-me ao computador a olhar para o Maps e de repente acendeu-se-me o neurónio asfáltico.
Katano!
Falta-te asfalto. Não pode ser só monte!
Amanhã é que vai ser!
Mas não foi.
Vocês sabem que a chuva não me mete medo, mas eu queria or andar de mota e não de canoa!
Esperemos mais uma semana…
E quando, finalmente, mesmo com o céu encuberto, vesti o fato montei na Dorothy e pus-me a caminho…. Furei!
Precisamente no dia em que não tinha o kit de emergência comigo!
Truta que o pariu, lá o raio do Murphy, que quando o encontrar transformo aquela boca numa boca de veludo….
E eu andava que nem podia, o Asfalto gritava por mim, e eu tinha que mudar os pneus à Dorothy e no dia em que ia montar as rodas na Dorothy, um alerta por ventos fortes obriga a impedir o acesso ao complexo de garagens onde está o Santuario. Fiquei à porta, sem poder entrar, com a Dorothy e duas rodas novinhas em folha à espera dentro do Santuário.
Mais uma voltinha pela Europa a destilar azia….
Quando cheguei de viagem fui directo ao Santuário montar as rodas.
Vim para casa de Dorothy, amanhã é que era!

Eram cinco e um quarto da manhã quando o galo desafinado do relogio despertador cantou!
-Onde vais!?- perguntou ao ver que me levantava…
-Vou andar de mota, queres vir?
-Rui são 5 da manhã, sossega!
-Ainda não sei bem onde vou, mas é possível que apanhemos chuva, se quiseres vir é o momento!
-Eu não vou a lado nenhuma a esta hora – desabafou enquanto se enroscava no edredon – è preciso estar muito louco para levantar-se da cama a estas horas para ir andar de mota….

Apesar das olheiras, consegui escolher com facilidade o meu fato térmico, o fato de turismo, as botas e o equipamento impermeável de um amontoado de coisas da mota que tenho, algures no meio de um armário cheio de outras coisas que agora não vem ao caso….
Enquanto aquecia os cavalos de Dorothy, ultimava os preparativos. GPS emparelhado com o telemóvel, telemóvel emparelhado com o sistema de comunicação, que por sua vez estava emparelhado com os neurónios e estes não estavam emparelhado a coisíssima nenhuma…
Saí finalmente à rua….
Nem queria acreditar, eu e a Dorothy, vamos curtir umas curvas e se chover que satoda!
Espera lá, onde é que eu ia mesmo?
Como podes sair de casa sem saber onde vais?
Vá lá, deixa-te de mariquices, hoje é como os bons velhos tempos. Boina ao ar!
E assim foi, rumo a sul!
É pá, mas a sul é plano e desértico!
Tem calma, algo havemos de arranjar…
Saindo de Zaragoza, pela antigua N330 em direcção a Valencia lembramo-nos de fazer um vídeo ao Alto de Paniza e as suas curvas rápidas.

Com a construção da Autovia, que vai boa parte do seu trajecto paralela a N330, esta caiu em desuso e o asfalto tem vindo a desgradar-se por falta de manutenção.
Cada vez que passo por lá existem mais gretas, cada vez mais sujo e, no inverno, custa mais a secar e é possível que haja alguma placa de gelo nos dias mais frios. Mas o magnetismo destas curvas é irresistível!
Como ainda estava meio de noite, não se vê, mas as paisagens impressionam!
A velhinha Nacional leva-nos até Daroca, praça fortificada, conquistada aos muçulmanos por Rodrigo Dias de Vivar – Cid el Campeador, Daroca hoje é polo de atracção pelo seu bairro antigo, pelos monumentos e igrejas, assim como pelas muralhas que ao fim de mais de mil anos teimam em guardar a cidade.

Até Calamocha a estrada é divertida, com curvas rápidas, o traçado predileto da Dorothy, mas os 2 graus de temperatura do ar recomendam a cautela, uma vez que o asfalto tende a estar ainda mais frio.
Passado Calamocha, a planície imensa começa a levantar duvidas na minha cabeça.
Que raio ando aqui a fazer?
Eu quero curvas pá!!!
Espera lá, aquilo ali à direita esta bué enrugado!!!
Espera lá que é mesmo para lá que eu vou!
Apreciem como a planície aborrecida dá lugar ao bailado e à diversão!

Bem vindos a Albarracin, pequena cidade pendurada num penhasco recortado pelo rio Guadalaviar.

A ideia hoje é, aproveitar que estou bem protegido contra o frio, passear pelo povo…

…ver as diferentes perspectivas que este nos proporciona.

Caminhar pelas suas ruelas estreitas e sombrias.

Falar com as gentes, ouvir o mormulho das águas que ecoam desde o fundo da garganta do Guadalaviar.

Apreciar a “Plaza do Ayuntamiento” e os edifícios seculares que nos fazem voltar à idade média.

Fazer a fotografia da praxe, com a Catedral e o Castelo de fundo…

…voltar às ruelas para perceber que Albarracin foi uma versão medieval e arcaica da Lego…

….aproveitando a solidez das suas fundações para construir casas que mais parecem pirâmides invertidas.

Aqui está a vista desde a Muralha Norte, cuja visita fica adiada para quando haja botas de caminhada, agua e menos capaz de roupa sobre a pele.

Acabava de decidir que iríamos caminhar a Sudeste para visitar a Serrania mais bonita do Sistema Ibérico para onde os espanhóis orientam os seus problemas sempre que fazem o Doggy Style!

Este é o desfiladeiro do Guadalaviar aqui tive o cuidado de ir mais devagar ainda para que o video seja nitido e dê para apreciar a paisagem!

Se seguisse a estrada ia em direcção a Orihuela del Tremedal, onde me encontraria com os rios de pedra, mas não!

Girei à esquerda para entrar em cheio no que era a serrania de Albarracin e o Parque natural do Alto Tajo

Dorothy desenhava cada curva com a alegria do costume, asfalto de primeira, que apesar de meio seco meio molhado, dava alguma confiança para testar os novos SmartRoad que lhe tinha posto.

Primeiro fomos vendo manchas brancas nos montes mais altos, depois aqui e acolá, onde o sol não chega, grandes mantos de neve, até que…

… a neve tomou conta do cenario!

Embora a estrada estivesse limpa, estava a cair uma neve muito fininha, como se fosse farinha, algo comparado com a chuva molha tolos mas no seu estado solido.

A outra má noticia era que a Dorothy tinha entrado na reserva, há não sei quantos km atras e o mentiroso do GPS dizia que não havia gasolina nos proximos 75km.

Que se lixe! Um gajo empurra!

E cá estamos nós!

Onde o maior rio peninsular brota do chão e desagua directamente numa corrente de degelo!

É verdade!

O rio Tejo nasce por debaixo destas pedras, o problema é que desde lá de cima do monte, as neves que se desfazem, as chuvas e as nuvens fazem convergir neste ponto uma corrente de agua bem fornida que acabará a sua viagem a molhar as pedras da Torre de Belem!

Aqui fica, para a Memoria, um local que se encontrava especialmente bonito e frio devida há neve que tinha caido sobre o monte nas ultimas semanas.

Neve que nos acompanharia por mais uns km e que a dada altura, me permitiu, não sem devido susto, distinguir 3 veados que procuravam os rebentos viçosos da primavera mesmo à borda da estrada!

Essa especie de nevoa que se pode apreciar no horizonte era precisamente essa neve congela tolos que caia!

Nada de especial, pois as estradas estavam limpas e até já me tinha cruzado com um limpa neves que andava a espalhar sal para evitar possiveis congelamentos.

Aqui entramos oficialmente no Parque Nacional da Serrania de Cuenca, se bem que os parques da Serra de Rodenos/Albarracin, Alto Tajo e Serrania de Cuenca estão todos pegados uns aos outros, a Serrania de Cuenca é o parque mais extenso e com um valor enorme a nivel de flora e fauna, mas tambem no aspecto geologico da coisa!

Embora já andasse a vapores à uma vintena de km, ainda houve tempo para uma descida relaxada a fazer um video onde se pode contemplar a Serrania Nevada!

– Hola, buenos dias!

– Buenos dias!

– Sabe usted decirme donde puedo encontrar una gasolinera?

– Hombre! En Tragacete, a unos 5km de aqui!

– Vale, y como se llega?

– Facil, no tiene perdida! Sigues la carretera y cuando se termine, en el cruce, giras a la derecha y a 2km vas a ver una gasolinera a la mano derecha!

– Muchas gracias señor, que pase un buen dia!

– Venga vá! Buena ruta y cuidao!

E foi assim que resolvi o meu problema, para alem de conhecer o Jucar (um dos rios mais secos e polemicos de Espanha)!

Estávamos no Equador da manhã, o momento ideal para, depois de abastecer a Dorothy, tratar de mim. Uns breves minutos em que aproveito para saborear o café de máquina das bombas, quase sempre amargo e queimado, isso quando tem açúcar, e que me faz perceber que o meu vício por café não tem limites.

De café na mão, na frustrada esperança de que ganhe alguma qualidade, vou dando voltas à Dorothy, dando especial atenção aos pneus, novinhos em folha, e relembrando a importância vital que tem os pelos do pneu.

As vezes perco-me a contar os mosquitos que se esborracharam na carenagem, mas hoje, não sei bem porquê, a colheita foi um desastre. Só tinha, mais ou menos a meio da óptica, aquilo que parecia ser uma melga e mesmo assim parecia não estar bem morta porque ainda mexia duas das patas.

Voltei a pôr o capacete agarrado à esperança de que, como ainda me faltava mais de metade do dia, ia ter sorte com a matança!

Voltei à estrada para seguir o Jucar, que juntamente com o Segura, são os mais secos da Peninsula. Digamos que são tão secos, tão secos, que se houvesse trânsito estival de Salmões, os gajos em vez de lutarem contra a corrente, teriam que fazer escalada!

Mas o Jucar surpreende, porque se fez acompanhar por uma estrada tão retorcida como o seu leito, oferecendo à Dorothy a oportunidade de fazer a depilação aos pneus, que tanto pelo ainda faz pensar que é uma badalhoca…

À medida que as retas ficavam cada mais curtas, as curvas aumentam a sua exigência, o Jucar aumentava o seu caudal, ocupava cada vez mais espaço, mas perdia gradualmente intensidade.

Estávamos no Equador da manhã, o momento ideal para, depois de abastecer a Dorothy, tratar de mim. Uns breves minutos em que aproveito para saborear o café de máquina das bombas, quase sempre amargo e queimado, isso quando tem açúcar, e que me faz perceber que o meu vício por café não tem limites.

De café na mão, na frustrada esperança de que ganhe alguma qualidade, vou dando voltas à Dorothy, dando especial atenção aos pneus, novinhos em folha, e relembrando a importância vital que tem os pelos do pneu.

As vezes perco-me a contar os mosquitos que se esborracharam na carenagem, mas hoje, não sei bem porquê, a colheita foi um desastre. Só tinha, mais ou menos a meio da óptica, aquilo que parecia ser uma melga e mesmo assim parecia não estar bem morta porque ainda mexia duas das patas.

Voltei a pôr o capacete agarrado à esperança de que, como ainda me faltava mais de metade do dia, ia ter sorte com a matança!

Voltei à estrada para seguir o Jucar, que juntamente com o Segura, são os mais secos da Peninsula. Digamos que são tão secos, tão secos, que se houvesse trânsito estival de Salmões, os gajos em vez de lutarem contra a corrente, teriam que fazer escalada!

Mas o Jucar surpreende, porque se fez acompanhar por uma estrada tão retorcida como o seu leito, oferecendo à Dorothy a oportunidade de fazer a depilação aos pneus, que tanto pelo ainda faz pensar que é uma badalhoca…

À medida que as retas ficavam cada mais curtas, as curvas aumentam a sua exigência, o Jucar aumentava o seu caudal, ocupava cada vez mais espaço, mas perdia gradualmente intensidade.

A culpa foi do dique que o Homem construiu para aproveitar a força das aguas do Jucar para gerar energia electrica!

Acaba por ser ironico que o Homem consiga fabricar electricidade com a força das aguas de um rio que “esta seco”!

O que é certo é que a paisagem , a partir deste ponto, deixa de ser tão abrupta e abre-se diante de nos uma “bacia enorme” limitada por enormes falesias que fazem a linha do horizonte parecer um grafico de velas, muito utilizado no sector financeiro.

Os pinheiros, esses, passam a revestir parte do solo que não seja rochoso, deixando espaço para o rio e para alguns campos de cultivo.

Voltamos a subir, por entre pinheiros e azinheiras, deixando para tras o Jucar e tentando apreciar o que havia para alem do vale. A estrada estava cada vez mais seca, mas o piso fazia adivinhar que por alli circulavam maquinas pesadas. mais adiante, os restos de um corte de arvores confirmou a ideia de que aqui tambem se explorava a madeira, entre outras actividades economicas.

Ao existir floresta, maior probabilidade de animais, pelo que a prudencia aconselhava a ir com calma!

Afinal de contas era um planalto e ao final de alguns kms a estrada começa a retorcer-se e contorcer-se sobre si mesma!

Olha que fixe!!!

Precisamente aquilo que a Dorothy gosta!

E a descida prolongou-se por muitos kms, contornado a enconsta rochosa, com curvas tecnicas, de bom piso e quase sempre seco.

Aqui estamos!

Cuenca, cidade das casas penduradas!

Entrei na cidade com a Dorothy, e ainda bem, poois a cidade tem umas quantas subidas ingremes que não aconselham fazer-se a pé, ainda para mais , com toda a vestimenta que tinha em cima do corpo.

Cuenca, vista desde as ruinas do Castelo!

É uma cidade de pedra, construida sobre um penhasco de pedra, com muitas casas literalmente penduradas no precepicio e grandes tradições chechuais (para contar noutra cronica).

A visita foi realmente fugaz, não fazia parte dos planos, ou melhor, sim! Mas os 16 graus não aconselhavam uma visita com a roupa que tinha vestida.

Esta foto, da catedral gotica de Cuenca, marca o principio do fim desta cronica!

Daqui fomos a procura de um restaurante para saciar o estomago, que saco vazio não se aguenta de pé!

Puseram-nos à frente uma truta salmonada que caiu que nem ginjas!

Depois, porque iamos entrar de novo na Serrania, tratamos de abastecer a Dorothy para a travessia ser mais despreocupada!
Voltar a estrada e saber que a partir de aqui é sempre a voltar para casa tem alguns prós, o aconchego do lar depois de um dia de mota, uma comidinha fixe na companhia dos problemas, uma noite de cama para sonhar com as proximas aventuras; e os seus contras, ter que passar, arrumar e limpar, cozinhar o proprio jantar e dietar-se na cama todo pisad e dorido da “esfrega” que os problemas te deram!
Um motard sofre e é verdade!
Mas prontos!
Um gajo tem que voltar para casa, a mais que não seja para apanhar os sacos do lidl que te deixaram à porta!
A melhora paarte é, sem duvida, o caminho que ainda esta por fazer. A Serrania de Cuenca já tinha mostrado que era muito rica em paragens de beleza superior, assim que queriamos repetir e voltar a atravessa-la pelo seu costado norte!
Alem disso estava tambem previsto atravessar parate do Parque do Alto Tajo, onde outrora, joagavam troncos ao rio, servindo este como meio de transporte da madeira.aao logo do seu leito, os gancheiros iam cuidando , com as suas lanças de gancho, para que nenhum tronco ficasse retido nas margens e apanhassem as melhores correntes.
A estrada esse, no mapa parecia divertida, mas a verdade é que, para ser divertida teriamos que acelarar para velocidades de tribunal e não é exactamente o que pretendemos.
Ia já aborrecido quando o GPS deixaver uma estrada alternativa que nos chama a atenção!

Decidimos subir até ao promontorio….

…e não foi nenhuma desilusão!

A medida que iamos ganhando altura a paisagem ficava cada vez mais agreste!
parace que tinhamos entrado numa cadei de desfiladeiros, quase sempre com um curso de agua como protagonista e uma estrada oportunista!

Lá em cima, outros oportunistas, vigiavam-nos!
Ainda tentei obter um plano mais nitido mas estava bem lá em cima.

Seguindo este desfiladeiro viamos como as montanhas convergiam uma na outra, tudo fazia adivinhar que algo diferente esta por ver….

Quando vi os “marretas” o primmeiro que pensei que havia por ali algum radar que eu não tivesse visto. Pensei que, ao parar no posto de abastecimento para desligar a camara, viessem logo ter comigo, mas não foi o caso. Percebi que, se calhar não estavam para muita conversa, fiz o que tinha a fazer, arrranquei a Dorothy e fui à minha vida.
Duzentas mil curvas depois…

…o Tejo que desgastava as rochas que se opunham no seu caminho!

O Parque do Alto Tejo é rico em pinhais, pinheiro que nascem por entre as rochas, oferecendo o verde como cor dominante, a frescura ideal para um picnic no verão e a madeira que o rio transportava até sitios como Aranjuez ou Toledo!
A estrada, neste caso particular, estava algo abandonada, suja e um traçado com algumas almadilhas. No entanto, é um sitio a explorar.

Esta imagem pode parecer familiar para alguns, mas não é a mesma, apesar de estar tomada no mesmo local.
Medina de Aragão tem um castelo que….

…esta fechado!

Ou então bati à porta errada!

O unico que encontrei foram esta comitiva de pardalecos…

…que do alto da Torre de Menagem faziam iveja a qualquer orfeão desafinado!
Não fomos de Medina desiludidos, pois nã faltarão oportinidades para visitar o Castelo.
Temos plena consciencia que esta zona é zona a conhecer, explorar e disfrutar!

Esta é a porta sul de Daroca e de aqui fomos directos para casa já com os primeiros sinais de cu-beduinismo presentes no “pompis”!

-Então!? – perguntaram à minha chegada – Gostaste do passeio?
-Sim! Estive em Albarracin, em Cuenca, na nascente… – e os meus olhos arregalaram-se a fer uma certã em rota de colisão com a minha testa. Mal tive tempo de me baixar e ver como esta se precipitava desde o setimo andar…
-Pois!A esses sitios nã me sabes levar, só me levas obde não quero ir e depois para fazer pirraça, quando vais sozinho, vais onde quero ir!
-Mas foste tu que nã te quiseste levantar….
-Pois, nem me sabes acordar, nem queres que eu acorde, sais de mansinho! Sabes que mais!? Faz o jantar que eu vou jantar a casa dos meus pais!

Vida de um pobre…
Preso por ter, e preso por não ter!
Motard sofre muito!
Ao fim de 603 km, chegar a casa e ainda ter que fazer o jantar!
Motard sofre…