RIM-Dia das Curvas

O Dia das Curvas

O dia levantou-se com sol, mas o vento que nos tinha feito companhia ontem ameaçava com trazer-nos a chuva.

1 Idanha

Houve tempo para fazer as ultimas verificações, tomar o pequeno almoço e montar tudo na mota.
Hoje era um dia importante, com muitos km em solo espanhol e milhares de curvas há nossa espera.
A ocidente uma enorme massa de nuvens cor desastre apressava-se em vir ao nosso encontro mas felizmente o vento de momento ajudava a evitar que estas se pusessem a chorar….

2 Monsanto

Paragem para descansar e tentar roubar uma lasca destes calhaus para fumar!

3 Rocha

Quer dizer….

4 Rocha a rebolar

Houve alguém que pensou em leva-lo dentro do top case!

5 Carlos

Chegados à Aldeia Histórica de Monsanto, ainda com o sol a ajudar, o Carlos voltou à carga com aquilo do equilíbrio dinâmico da câmara e tal….

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A foto ficou muito boa, mas isto porque estava presente a Maria das Curvas.
Monsanto esta erguida na encosta de uma monte, com o Castelo no topo.

Pela sua conservação e localização é daqueles sítios que devemos visitar com tempo, sem olhar a agenda do dia ou para o céu…

Aqui o granito impera, serve de alicerce as casas, doa a pedra das paredes e ajuda a que o monte não seja tão íngreme.

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Se a isto juntamos as cores da primavera o resultado é simplesmente sublime.
Nestas paragens existem sempre surpresas agradáveis….

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Ninguém estava à espera de encontrar o irmão do Patrão por aqui, mas prontos, ainda estivemos na letra um bocadinho!

11 Marco

O Marco estava radiante!
Seria dos snifs que deu no calhau lá em baixo!?

Monsanto permite imagens assim, mas aqui o que preocupa são as nuvens!

E o Carlos insistia!
Desta vez não teve tanto êxito, mas a sua persistência esta a fazer com que, apesar de desenquadrada, esta foto não esteja tremida….. (valha-nos isso)
Monsanto estava finiquitado, era tempo de sair à estrada e rumar ao Sabugal, fugindo das nuvens.
Não conhecia as estradas, mas a curiosidade de passar pela Reserva da Malcata fez-me oreintar o grupo para lá.
É certo que passamos de raspão, mas as paisagens e as estradas deixaram aquele sabor agridoce. Devíamos ter esquecido Sabugal e explorar a Area Protegida.
Uma vez com o Castelo de Sabugal à vista, por unanimidade e com muitas nuvens negras à mistura, decidimos não visitar o castelo e rumar com destino a Espanha.
Em Foios a chuva surpreende-nos com uma escaramuça.

14 Foios

Tivemos que parar porque as meninas do costume não podem apanhar uma só gota de chuva….

13 fraldinhas

Como não podia deixar de ser, o empedrado fazia sempre o obséquio de marcar presença sempre que entravamos numa povoação.

Será que o Carlos ainda acredita que as suas “cases” aguentam a viagem toda!?
Apesar de um dia sisudo, eu animava o pessoal, prometendo-lhes muitas curvas e que tivessem calma que o tempo ia melhorar e tal….
Chegados a Navasfrias a estrada passa de manto sublime a estrada caminho de cabras. Cinco quilómetros de treme-treme, metidos no meio de uma neblina fria que molhava tudo o que se mexia, até que de repente….

Era verdade o que tinha apregoado, as estradas da Extremadura são das melhores para a pratica do moto-turismo, mas a chuva matava a esperança de que pudéssemos curtir as curvas que se avizinhavam.
Dez quilómetros de uma descida retorcida, que a cada curva o piso ia secando e eu ia-me animando a curtir cada vez mais. Atrás de mim o Diogo, que seguia as minhas trajectórias. A estrada foi secando há medida que descíamos e a parte final já foi feita a pleno pulmão, com o sol a despontar por entre as nuvens.
Ao final, apesar do Diogo contabilizar a gasolina que tinha e ser urgente abastecer os animais, a cara de satisfação era evidente em todos.
Era de facto uma delicia de estrada, com ganchos, curvas rápidas e paisagens de beleza superior.
Esperem só até verem as curvas de Batuecas!
Depois de abastecer a estrada continuou a oferecer-nos curvas de qualidade, mas desta feita para toadas muito mais rápidas. Contudo o estômago avisava que as horas avançavam e também era necessário repor forças.
Depois de uma primeira tentativa falhada, encontramos um restaurante que tinha uma mesa livre.

16 Almoço

Era tempo de descansar e saciar o estômago.

O Michel estava metido na dinâmica de viajante e solicitou o mapa do Marco.

O objectivo era lançar as bases de uma segunda RIM e acordar que os que estávamos ali, seriamos os responsáveis por organizar e fazer passar o espírito desta edição às outras vindouras.

19 Sepia

E a minha sepia (pota) até soube melhor, animado pela confrontação de ideias, todas elas positivas.

Quando voltamos à estrada, as nuvens ainda lá estavam, o vento soprava e a montanha que deviamos subir não estava no horizonte. No seu local estava um agromerado de nuvens cor negro mijão….
A chuva não nos deu descanso, começou a cair quilometros antes de Batuecas e era tão intensa que levou o Michel a duvidar do sucesso da missão:

-Escuta Michel- expliquei- Estamos a meio do caminho, se voltamos para tras não existe forma de escapar da chuva. A chuva que apanhamos para cá , vamos apanha-la para lá!

Resignado Michel concordou e lá seguimos caminho!

20 Gancho

Ainda bem!
Ao começarmos a subir o Mini Stelvio de Batuecas a chuva parou, o vento empurrava as nuvens para longe e lá no fundo já se podia ver a Penha de Francia.

21 Subida Batuecas

Isto era o que nos esperava por subir, curvas sem parar, embora que com a estrada molhada, a boa noticia é que já não chovia.

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A vegetação cobria um emaranhado de asfalto, que se tratava de uma só estrada, que se retorcia para vencer a montanha.

23 Apontador

-É para ali que vamos! Ali esta a Penha de Francia e se apanharmos o céu limpo as vistas são brutais!

Ei-la, a moto mais azul do grupo, pousando no pelourinho da Penha de Francia, a mais de 1700m de altitude e com um frio de rachar.

25 Templo

As paisagens que vos prometi.

26 Paisagem

Algumas delas com sombras rocambolescas por causa das nuvens e do tempo instavel!

27 paisagens

Salamanca, algures no vasto horizonte!

O nosso caminho seguia, mais ou menos, pelo meio desses montes!

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As protagonistas alinhadas na despedida ao Santuario da Penha de Francia.

Antes de irmos, ainda houve tempo para avistar e contemplar umas cabras montesas que pastavam penduradas (literalmente) no abrupto da montanha.

Era hora de ir, baixar a cotas menos frias e visitar o ultimo objectivo deste dia, que ja ia longo.
A estrada revelou-se difícil, estreita e esburacada, mas permitiu-nos deslumbrar de um espectáculo de luz e sombra, com o sol a jogar as escondidas com as nuvens, deixando a sensação de que valeu a pena sofrer as agruras de uma estrada má para presenciar esse espectáculo.

31 eu e a tanqueta

Esta é uma imagem perfeitamente censurável, mas deixo-a estar para que conste que sim, já estive montado em cima de uma Tanqueta.

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Aqui o grupo, à entrada da Plaza Mayor.

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Ciudad Rodrigo merece uma visita com calma, a cidade é muito bonita.

O objectivo era aquecer as mãos, e o corpo, porque estávamos literalmente congelados.
Um Café quente ajudaria muito a atingir esse objectivo.

35 Cafezinho para aquecer

De Ciudad Rodrigo a Vilar Formoso para jantar.
O que aconteceu nesses 35km de percurso é segredo dos deuses e mesmo que haja gente a jurar de pés juntos que passou por ali um grupo de motas a mais de 200km/h negarei até à morte!
O Carlos, depois de jantar e conforme planeado, despediu-se do grupo para ir dormir a casa dos seus papas! Segunda-feira era dia de trabalho para ele.
A noite acabou numa animada e interessante tertulia com o Johnny.
Foi um verdadeiro prazer Johnny, espero ver-te mais vezes e desta feita acompanhar-te numas curvas pela serra. Aproveito para desejar-te a melhor sorte do mundo e que a vida te proporcione muitas curvas sempre a curtir.

Semanada… 

Foi uma semana de correrias, de ver amigos e familiares. Mas uma semana não dá para tudo e tive que estabelecer prioridades… 

A maior de todas elas era de mostrar à Carolina as minhas origens, o entorno que me fez neste gajo que não vale nadinha… 

A Mealhada, (naquele então) vila que me viu crescer, onde a fiz regredir no tempo, para lhe explicar a importância na minha vida do jardim da Mealhada, dos baloiços ao lado da Câmara Municipal, da rua Amarela, da Nacional 1, da escola Primária, da Preparatória e do Liceu. Contei a história da vila, que se transformou em cidade, dos sítios emblemáticos que já desapareceram como O Portão, ou a Esplanada Jardim, das brincadeiras entre carros de bombeiros no antigo quartel, dos edifícios emblemáticos como a Câmara Municipal, a Farmácia Brandão ou o Cine Teatro Messias…

Visitamos a capital do amor, subimos o Quebra Costas, vimos a Cabra e as vistas para o Mondego, apresentei-lhe Dom Dinis e os seus culhões desde o alto da escadaria monumental. Vivemos as lendas da Rainha Santa e a história de Pedro e Inés (tão linda!). Faltou-nos uma Tuna, com muito traçadinho à mistura, para nos pirarmos de mansinho e terminar a ouvir uma serenata à luz da lua….

A Palacio Real, em plena Mata Do Buçaco, foi mote para umas quantas histórias, desde as Carmelitas Descalças às invasões napoleónicas; a Oliveira de Wellington e o Vale dos Fectos, assim como o meu amado Tansmaniam Eucaliptus!

Por fim, o mar, esse enorme manto de água chamado Atlântico, que não desiludiu e rugia como sempre, perfumando o ar com sal, que tão bem faz aos ossos e articulações….

Até já Zé pá! 

Eram agitadas as manhãs em que, saltando na cama, gritava a pleno pulmão a Minha Casinha.

Fui crescendo e compreendendo que os Xutos & Pontapés eram uma banda de culto, daquelas em que acabei por militar.

Não sou o único que hoje sente um profundo vazio ao saber que o arquimusico já não está.

A Morte é uma Submissão da qual, inevitavelmente todos havemos de cair, mas dói quando sentimos que tinha tanto para partilhar connosco.

Se Um Deus houvesse…

😥

O Culto… 

Esta coisa despertou conscientemente em 1994 com uma revista (já extinta) cuja imagem de capa tinha a novíssima CB500.

Desde então o apetite por conhecer esse mundo nunca mais parou. Cheguei a ir a uma concentração a 6km de casa, aventurar-me de cinquentinha por boa parte da geografía portuguesa, ver provas do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV), ser moço de recados numa modesta equipa de 125 Produção e até “dar à bandeira” num posto de controlo numa prova do campeonato de Enduro.

Alguém chegou a classificar-me como frikki por saber a ficha técnica de quase todos os motociclos à venda no retângulo.

Mas o que eu gostava mesmo era andar de mota e quase a totalidade das aventuras que vivi, vivo e vivirei, são só mais uma desculpa para andar de mota. De uma 50, passei a uma 125, depois uma 500, depois uma 1100, até hoje que tenho quase 4000cc em motas lá  no Santuário.

Vejo as motas como parte de mim, dou-lhes atenção e luto cada dia para que não lhes falte nada.

Principalmente gasolina! 😉

Continuo a estudar a aprender e a defender as motas.

Cheguei mesmo a pousar nú, num dia fresco de Fevereiro, em plena rua, para alertar e sensibilizar a comunidade.

Sim! Acredito que poucos tiveram coragem de olhar para a fotografia.

A estrada é,  em boa parte, culpada de muitas aventuras.

Faz-me sonhar. Torna-se interminável…

E  assim, pela maestría do amigo e companheiro Ricmag, nasceu o Logótipo que reúne um pouco de mim, um pouco do Culto e outro tanto dessa Estrada Interminável.

E é por esse magnetismo que o asfalto exerce, que Maria das Curvas continua a somar quilómetros.

Pelo caminho, fui fazendo amizades, continuei a cultivar o gosto pelas motas, tornei-me num entusiasta e ajudei no que pude as pessoas que encontrei no caminho.

Quando, finalmente, tive a oportunidade de criar o Santuário, percebi que tinha agora outro motivo para cultivar esta paixão.


A mecânica sempre foi uma tentação e, apesar de fazer boa parte da manutenção às minhas motas, sempre pus limites, sempre pensei que ainda não estava preparado… 

E não estou!

Muito longe disso.

Mas ter duas motas paradas no Santuário não é para mim, assim que pus mãos à obra.

Estudei sobre mecânica, li sobre restauro, procurei informação sobre os modelos, agucei o engenho, perdi o medo.

Passo as tardes livres no Santuário, tardes de puro Culto, de veneração às Motas, observando antes de tocar, tocar antes de desmanchar, desmanchar observando, observando consultando as bíblias da mecânica.

Continuo a andar de Mota!?

Claro que sim!

São elas que me levam ao Santuário!

São elas o principal motivo de tudo isto.

Irun

Gosto do País Vasco, não porque o meu cunhado se chame Vasco, mas por causa dos montes, do frio, do cheiro a mar, dos bosques densos, subidas e descidas…. 

Desta vez estava a pé, sem dinheiro e à procura de uma caixa Multibanco. 

Decidi calçar as minhas sapatilhas e bota para Carcavelos!

Postado uma nova trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=21161970 (Irun) no #wikiloc
Esta caminhada visita Irun, cidade fronteiriça com o estado Gaulês.

Pelas ruas o francês compete sem temor com o Euskera e o Espanhol, as boinas marcam perfeitamente as gerações e o comércio um vulcão em erupção. 

Uma cidade moderna, de ruas amplas e edifícios que sobem a encosta. 

Deu bem para suar e aumentar o ritmo cardíaco, tem boas rampas e zonas pedonais bem demarcadas. 

Valeu bem a pena, espero poder voltar a repetir! 

RIM Dia dos Castelos

Depois de repousar o esqueleto, o duche matinal serve para activar o corpo e a mente.
Preparar tudo nos alforges, o GPS, o fato da mota foi uma tarefa facil de levar a cabo. Mas essa felicidade caiu por terra, ou melhor, num charco enlamaçado, quando vi um ceu cinzento e as motos molhadas. Incredulo, saí a rua desejando que fosse só rabujice do tempo, mas as gotas caiam com uma cadencia certa e em poucos minutos molhei a minha careca.

1 Chuva

Pouco a pouco o restantes participantes foram-se juntando na sala para o pequeno almoço.
Curiosamente a moral era alta e inclusive ouvi o Diogo (Vindaloo) a dizer:
-Esta a chover!? Nao importa!
E assim foi. Depois do pequeno almoço e das contas feitas, atacamos a estrada debaixo de algumas gotas.
A primeira visita prevista seria o forte de Elvas, mas a chuva persuadiu-nos e o Carlos respirou de alivio ao perceber que nao teria que subir a estrada de empedrado ate ao forte.
Passar a fronteira foi como deixar para tras a chuva, se bem que a nuvens ainda ali estavam e ameaçavam descargar, no horizonte o tom de cinzento era mais claro e eu apontava que iamos nessa mesma direcçao para tentar animar o pessoal.
Mas ninguem precisava de ser animado, estam todos super bem dispostos apesar da chuva e do tempo instavel.

2 Parque 1

A chegada a Alburquerque, já com a sol a dominar no ceu!

3 Parque 2

Cinco motos, que chamaram logo de imediato a atebnçao a uma patrulha da Guarda Civil e o pessoal comentava que os P que tinham deveriam ajudar a que eles nao implicassem…

4 km Marco

A ventoinha do Marco tinha, entretanto, batido a significativa barreira dos 20000 km (¿?), 26 recals e 3 chamadas ao pronto socorro depois. 

5 Mala ejectavel

Do outro lado, na outra ventoinha do grupo, alguém inspecionava o estado das malas e suportes, tentando adivinhar o momento em que elas se fugariam, movidas pelo medo ao empedrado!
De facto, esta era a maior preocupação do Carlos, esse piso tao característico dos povos medievais. Não lhe importava muito a chuva, o frio que se fazia sentir, ter as mãos molhadas, sujar a sua ventoinha, nem se importava com o facto, muito relevante, de estar a conduzir uma ventoinha a mais de 300km de casa; mas o empedrado….
Isso sim era um quebra cabeças para o Carlos!

6 Eu

UI! Que susto!
Que coisa tao feia…..
Esqueci-me do pequeno pormenor de que o pessoal também veio munido de camaras para este passeio.

7 Alburquerque

Com as nuvens a serem enxotadas pelo sol, ali no cimo estava a nossa primeira conquista do dia. Um bastiao defensivo castelhano que hoje é um belo exemplo de como os “países” se protegiam uns dos outros.
Para chegar lá, tivemos que desbravar por entre as ruelas de Alburquerque, estreitas e empinadas, com aquele característico empedrado medieval que nos fazia regredir muito no tempo, como se fossemos 5 cavalheiros portugueses em missão de paz.
Mas não se entende muito bem porque, havia um que sempre ficava para tras:
– Anda Carlos pá, que a moto não se desmancha!

8 Foto equipe

O Marco gosta das fotos de grupo e a ideia de fazer esta foto, para alem de sua, deu para dar a perceber ao grupo que sabia bem o que fazia com a sua camara, buscando aquele equilíbrio exacto que lhe permitisse fazer esta bela foto.
Agora….
Isso de andar de mota já são outros quinhentos (aouch!!)!!

Da esquerda para a direita:

Carlos (Carloskb), eu (Lone Rider), Diogo (Vindaloo), Michel (michelfpinto) e o Marco (Marco.Clara)

9 Carlos tunel

O que é pá!
Tambem tenho camara!
Toma lá um flachada!

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Ficamos todos na penumbra, como se a nossa presença aqui estivesse envolta num mistério.

11 Afinaçao

Sim!!
Sou um invejoso e não domino a técnica tao bem como o Marco.

12 Foto de Grupo

E também não tive a ajuda do sol.
Mas da para ver que estamos lá todos, não dá!?

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Historia do castelo é interessante e covem lê-la. Para tal, basta googlar por Alburquerque e certamente que aparecera tudo muito bem escarrapachado, mentiras incluídas, no Wikipedia!
Coisas do tipo, o castelo antes de chegar ao seu interior m8 tem três entradas defensivas, bla, bla, bla….
Uma delas vemos ao fundo desta subida em empedrado (calma Carlos!).

14 Espera

La no cimo encontramo-nos com a porta fechada.
-E agora!?
-É pá!-dizia o Michel- As visitas guiadas fazem-se agora às 13h, faltam 3 minutos!
-Viemos mesmo a tempo!
-Bora lá!

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Patio de Armas, onde a infantaria velava pelas armas.

16 turistas

Aqui o grupo de visitantes, que escuta atentamente um guia turístico que foi super amavel com todos ao falar com muita calma para que se pudesse assimilar o seu espanhol sem necessidade de traduzir.
No grupo havia também um Motorrad fan que confessou estar a fazer uma rota muito parecida à nossa em solitário, pouco tempo depois do famoso “clube eólico” ter andado também por estas paragens.

17 Torre de Menagem

A torre de Menagem, forte dentro do forte, onde, para chegar, havia que fazer um percurso labiríntico cheio de armadilhas defensivas.

18 Entrada da Torre

Aqui temos o Carlos, numa pose fotografica bué fixe!
No fundo, no fundo, é um gajo porreiro, mas a culpa foi da sua avó!

19 Escadas

Era por aqui que se tinha que subir.
Eu acho que o calmeirão do Michel teve que subir de lado!

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Mas depois a recompensa estava à vista, com uma enorme planície à vista, montanhas de fundo e um povo inteiro aos teus pés!

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Mas havia sempre alguém que borrifava nos portugueses, o que não é muito aconselhável, dado que virar as costas ao inimigo pode dar mau resultado!
O guia estava sentado no que era uma latrina, à moda antiga, que oferecia um voo em picado aos excrementos como mostra de consideração pelos portugueses.

De facto, estava muito bem estudada a fortaleza, um passadiço com ponte levadiça, deixava isolada a torre de menagem, que oferecia proteção ao ultimo reduto de sobreviventes.

23 Alburquerque

E outra vez, estas paisagens embriagantes e levam bem longe a linha do Horizonte!

23 Matacanes

Matacanes, por donde se atirava de tudo, principalmente azeite a ferver para provocar o maior número de baixas possível.

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Dentro da Torre, a casa do senhorio…

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La do alto, as vistas….

…são impressionantes!

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Existe uma legenda para esta foto, mas aqui o que é importante sublinhar é que alguém olhava para o lado errado, outro penteava-se e eu estou gordo…..

Quase que já nem caibo no raio das escadas!
Temos que dar uma solução a isto!

29 Capela

Depois da conquista do castelo, a capela era um lugar de retiro espiritual obrigatório!

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Olha Carlos!!!
O teu amigo empedrado!

Depois do castelo de Albuquerque, era tempo de fazer-nos à estrada, tomando a direção de Portugal por Valencia de Alcantara. O meu GPS, que entra em pânico cada vez que entra num aglomerado urbano, fez-nos viver uma das peripécias mais interessantes da manha.
Em San Vicente de Alcantara, por engano meti o grupo pelo centro histórico da povoação. Uma trama de ruas estreitas, com alguns becos à mistura fez com que o escapes abertos das motos do Marco e Diogo interrompera a pacatez dos que por lá vivem. Ao passar por essas pessoas, que ao ouvirem os uivos das motos, vinham à rua, fazia sempre um gesto simpático, que estas respondiam com um olá ou acenando com a mão.
Atras, no fim do grupo, como sempre, vinha o Carlos a rezar para que nenhuma das suas malas caísse pelo caminho estimulados pelo piso de empedrado!
Uma vez na estrada certa, era hora de dar corda aos cavalos de Maria, com o Diogo a mostrar que também sabe acelarar.
E Valencia de Alcantara mais do mesmo, mas desta vez o SC do Marco mostrou quera mais melodioso que o Leo do Diogo que a esta hora estará a pensar:

-Puuff! Motos de dois cilindros e meio!!

31 Gasolineira

Posto de abastecimento antes de Portugal.
Três gajos a ver se as malas do Carlos aguentam ou não todo o fim de semana.

32 POrtagem

Aqui jà havia vontade de comer!

33 Almoço

Já está!
Tudo com os pes debaixo de mesa e a dar ao dente!

Enquanto comíamos o céu preparava-se para nos dar uma surpresa.
Foi com espanto que vimos que caia uma valente tromba de agua na rua, quase no final do almoço.
Mas voltou a abrir, soprava um vento fresco que empurrava uma imensa massa de nuvens vestidas de “negro ameaça” na nossa direcçao.
Era tempo de montar nas nossas montadas e subir ao Marvao se queríamos ver o Castelo.

34 Marvao

Não tivemos muita sorte.
Nesta foto não chovia, mas luz estava apagando-se e um batalhão de reconhecimento em forma de chuveiro, já nos tinha molhado na subida, o piso (empedrado) estava molhado e escorregadio e a única boa noticia era que na direcçao onde seguíamos o ceu estava menos cargado.

A descida seria menos atribulada, pois as nuvens, empurradas pelo vento contra o castelo desviaram pelo lado contrario ao que passaríamos.
Ainda bem!

Castelo de Vide era já ali, quase que se podia avistar desde o Marvao. Chegar ao seu castelo é uma tarefa algo complicada, com algum sentido proibido e inclusive um transito proibido. Como nunca tinha visitado este Castelo, não sabia muito bem onde me estava a meter. Uma subida ingreme, com o característico empedrado medieval. Quase que podia ouvir Carlos reclamar!
E com alguma razão, diga-se de passagem.

35 dancebrake

Mas tudo esta bem, quando acaba bem.
Deixamos a motas na encosta, engatadas e tratamos de curtir o momento.

35. Brake dance

Castelo de Vide, um castelo que também tem a sua pagina no Wikipedia, parece-me algo mais descuidado que o de Marvao, mas tem um encanto especial.

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Tem algo diferente, parece mais misterioso, não sei descrever bem!

38 Michel

O Michel a tentar roubar as armas ao guiardiao do castelo.

39 eu

Isto quer dizer:
“For those about to Rock! …we salute yo!”

40 par de jarros

Que belo “par de jarros”!

41 Team

Mais um excelente trabalho de “trial fotográfico” do Marco! Acho que já vai no 34 titulo mundial consecutivo nisto do equilíbrio dinâmico-fotografico na categoria “sem tripé”!

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Nisto o pessoal sussurrava alguns comentários sobre o Carlos!

-Sabe fotografar bem!- dizia um…
-Sim sim! Sabe bem o que faz!
-Pois, pena é que andar de mota é uma menina!
-Só não percebo é uma coisa!
-O quê!?
-Como é que as pessoas que tem um talento natural para uma coisa em concreto, no exercício desse talento assume uma postura tao cómica!?

43 Carlos

Diga-se de passagem, que a imagem que se segue é da sua autoria.

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Castelo de Vide agradece!

45 Marco

E o Marco tambem!

46 Torre de Menagem

Solida, é o único adjectivo que me vem á cabeça sobre a torre de menagem que preside a fortaleza Medieval de Castelo de Vide.

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No edifício contiguo à torre de menagem estava exposta uma exposição sobre a Inquisiçao em Portugal!

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A fogueira que condenava por blasfémia e heresia aos que eram apontados pela igreja, na maioria das vezes num processo pouco claro e sem qualquer tipo de garantias.

49 Povo medieval

Um povo medieval que merece uma vista mais atenta numa próxima vez!

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A foto não o acusa, mas havia uma inclinação considerável e isso poderia ser o primeiro momento de tensão no grupo.
Mas não o foi.
Apesar do Carlos ser o mais “niquento”, confiou na ajuda do pessoal e entre todos demos a volta às motas, uma a uma, pondo em practica um dos valores mais importantes que existe nisto das motos. A entre ajuda do pessoal.
Agora, quase que estou seguro que a maioria dos participantes da Rim concorda comigo se eu disser que não foi assim tao difícil.

Sair de Castelo de Vide foi outra aventura de empedrado, ruas estreitas, inclinações malucas e as motos do Diogo e Marco outra vez em evidencia.
Depois Nisa e depois a primeira sessão de curvas da RIM. A estrada apresentava um piso coma algumas manchas de molhado, folhas e algumas ramas pelo chão, que aconselhava a alguma cautela mas…
Curvas são curvas e temos que curtir. Maria queria, eu queria e cá vamos nós!

As Portas do Rodao.
Palavras para que?

Enquanto o Carlos tratava de fazer estas fotos….

….num claro exercício de narcisismo motard…

…o pessoal buscava uma mesa para sentar-se a beber um café e dar duas de letra.
Eu ate reconheço algum mérito à Blu, pois eu entre os barcos e as ventoinhas…
….prefiro as ventoinhas!

-Pessoal! O café esta pago!
-Mas. Tu pagas tudo?- perguntou o Marco- Isso não é justo!
-Tu pagas o jantar, não te preocupes!

De Vila Velha até Monforte da Beira existe uma estrada que passa pelo meio da área protegida do Tejo Internacional que era uma completa desconhecida para mim. Teriamos que arriscar para ver como era, apesar do meu receio, porque cortava caminho, evitava Castelo Branco e algum trajecto por auto-estrada.
Foi um excelente surpresa. Piso bom, seco, curvas porreiras, animais a pastar e paisagens muito interessantes.
Em determinada altura, não me fiando do meu GPS, paramos para o cigarro da praxe.

55 Maria

-É pá, mas tu precisas de um mapa?-perguntava o Marco- Não entendo estes gajos, vem para uma viagem sem um mapa.

56 Mapa

Aqui definíamos o nosso objetivo mais imediato, que nos surpreenderia pela positiva!

57 Ponte

Aqui a temos, depois de uma estrada desconhecida, que foi uma grata surpresa pelo seu traçado e pelo sobe e desce numa reta sem fim.

Esta é a famosa Ponte de Alcantara, ponte românica com quase 2000 anos de existência, que se extende sobre o rio Tejo e que aindo hoje suporta uma massa com um peso bruto de 20t.

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Passamos por ela para ir à povoaçao que lhe da o nome para o pertinente abastecimento das nossas montadas.

59 Ponte de Alcantara

Com o sol a por-se no horizonte, as sombras invadiam pouco a pouco o espaço por onde nos movíamos.
Esta imagem é bom reflexo disso, mas as meninas agradecem que lhes demos o protagonismo, pois sem elas esta passeio seria impossível!

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Despedimo-nos da famosa ponte para voltar pela mesma deliciosa estrada, repleta de curvas e, onde apanhamos a direção de Segura e a fronteira com Portugal, voltar a fazer aquela montanha russa de luzes cintilantes nos espelhos da Maria das Curvas.

61 Jantar

O descanso viria em forma de um jantar num restaurante recomendado pelo Caroço e uma noite de repouso em Idanha a Nova.

62 Gajas a dormir

RIM- Dia do Já Cá Tou!

Para quem não sabe, Maria das Curvas é uma X11 com quase 16 anos e 150000km. Estes km devem-se a uma utilização muito diversificada, mas assente essencialmente no moto turismo. Contudo, depois das Artroses e da chegada de Dorothy, Maria viu-se relegada para as voltinhas esporádicas movidas pela saudade. Era uma maneira de lhe reconhecer mérito e mostrar o meu desejo de nunca a vender.
A sua última grande viagem foi no meu ultimo périplo pela Península, no verão de 2013. Desde então, exceptuando em Maio e Junho de 2014 em que fez sensivelmente 6000km, Maria dedicou-se a voltinhas domingueiras e a ser testemunha das minhas canções do bandido a uma jovem aragonesa.
Foi movido por esse saudosismo que decidi trazer comigo a Maria, arriscando-me a uma avaria inesperada tendo na garagem a Dorothy que oferecia muitas mais garantias. Mas ela estava preparada, com tudo em perfeito funcionamento, Maria estava segura de que iria demonstrar o porque de ter ganhado a minha admiração.

1 Inicio (1)

E sim!
A sua imagem com as alforjas montadas ainda hoje me faz rasgar um sorriso, trazendo-me à memoria tudo o que já vivi com ela, todas as aventuras e desventuras, as toneladas que já carregou e a única vez que me deixou a pé! Que grande suadeira…..
Dia 27 de Maio, dia que começou algo fresco mas solarengo.
Enquanto verificava se não me esquecia de nada, passeava-se diante dos meus olhos um pijama dos Metallica insinuando o seu corpo num claro convite para voltar para a cama.
Resisti, uma e outra vez, porque não é de bom tom fazer esperar a Maria das Curvas e a Laura.
-Laura!?- perguntou surpreendida- Quem é a Laura?
-Lembras-te das Cintas de Nossa Senhora do Pilar que prometer entregar numa povoação do Moncayo? Pois essa senhora que espera pelas cintas chama-se Laura e sabe que hoje vou passar por lá!
-Vais lá de propósito? Não é dar volta?
-Sim, uns 80km de volta, faz-se bem!
Com esta afirmação Carolina volta definitivamente para a cama. Sitio onde lhe dei o ultimo beijo da manhã, sem contudo, ter que oferecer resistência a um abraço com olhar desafiante incluído!
Fica aqui o primeiro conselho desta cronica….
Nunca se despeçam dos vossos problemas na cama!

De Zaragoza a Villarroya de la Sierra são uns 90km, feitos em andamento vivo e quase todos em autovia.
Laura é uma mulher vivida, com muitos km de pendura, trabalhadora e amante de tudo o que tenha duas rodas.
Enquanto lhe explicava o que ia acontecer nos dias seguintes, deliciava-me com um croissante acompanhado por um café com leite, ao mesmo tempo que Laura ia contando algumas das aventuras vividas no seu tempo de viagens. Entreguei as devidas cintas, que são uma especie de hamoleto protector para quem se preze em ser aragones. Não podia ir-me embora sem que lhe fizesse esta foto.

2 Laura

Maria e eu, a sós, de novo!
Pela frente tínhamos quase 300km até á capital, com uma paragem pelo meio para dar de comer ao cavalos. A A2 vai ao longo do vale do Jalon até quase Alcolea del Pinar, onde sobe até aos 1200m acima do nível médio do mar. Depois volta a descer para seguir quase sempre paralela ao Rio Henares, passando por Guadalajara, Meco, Azuqueca de Henares e Alcalá de Henares, até que, passado o cinturão da cidade M40, entras em Madrid pela Calle de Alcala, que desemboca, junto ao Jardin del Retiro numa grande rotunda onde no seu centro estão as portas de Alcalá!

3 Puerta de Alcalá

Mais há frente esta a Deusa Cibeles, onde os “madridistas” celebram os títulos da temporada. Se seguirmos sempre em frente chegamos à mitica Plaza de la Puerta del Sol, onde ainda tentei buscar um enquadramento para a Maria, mas o turistas são realmente uns chatos.
Decidimos dar a “volta ao cavalo” mas facilmente percebi que o meu GPS estava com dificuldades em recalcular a rota e tirar-me dali para fora.
Subitamente senti aquela alegria estranha de estar perdido:
-Agora somos só tu e eu, Maria!
E pus-me a inventar, seguindo de forma indiscriminada o trafico e cortando pelas ruas que, pela sua disposição pareciam as que melhor estavam orientadas para sair da cidade.

4 Palacio de Congreso

Quando vi os Leões do Congresso dos Deputados, não podia deixar de parar e fazer esta foto.
Aqui vive a democracia espanhola.
Ao fundo da rua já encontrei a indicação A5/R5/M30. Era precisamente essa que eu andava há procura, pois passa por debaixo do Calderon, estadio do Atletico de Madrid, equipa pela qual tenho uma estima especial.
Depois a extensa e caótica Av de Andalucia até ao cruzamento com a M40 onde a A5 nos leva a campo aberto e ao restaurante onde nos esperava uma dourada no forno que soube às mil maravilhas.
Sobre a A5, mais conhecida como a “estrada do nunca” (nunca mais acaba, nunca mias lá chego, nunca mais paro, nunca mais…), devo dizer que são 407km que rasgam Castilla la Mancha e a Extremadura em dois e que por experiência própria, não aconselho a ninguém fazer num dia de verão.
No entanto, tem coisas curiosas que merece a pena ver.

5 Tajo

Como a Sierra de Miravete e as famosas curvas desenhadas pela anttigua Nacional V.

6 Curvas de Miravete

Com um aspecto abandonado, um asfalto degradado onde plantas pioneiras aproveitam para desbravar terreno, a Nacional V sobe e desce a encosta da serra desenhando vários ganchos de primeira categoria.

7 Curvas de Miravete

La no alto podemos deslumbrar a oriente e a ocidente.
A oriente a Barragem e Central Nuclear de Almaraz, a ocidente a extensas planícies da Estremadura.
Um momento curto, para contemplar as paisagem, pois não era permitido muitas perdas de tempo.
No entanto algo me faz parar no caminho, ainda no traçado da antiga nacional V.

8 Tres Gerações de Estradas

Depois de Jaraicejo a estrada desce o vale e atravessa o Rio Almonte, onde tirei esta foto. Maria encontra-se sobre uma ponte de fundações romanas, possivelmente por donde passou a estrada romana e depois o caminho real, que com a revolução industrial foi substituída pela ponte que se vê imediatamente a seguir, por onde passa a antiga Nacional V.
Quando no primeiro mandato de Felipe Gonzalez, foram lançadas as primeiras bases para o progresso e modernização das infraestruturas de Espanha, foram construídas grandes Autovias que lentamente foram substituindo as principais nacionais. A ponte que se pode ver de fundo nesta foto é por donde passa a actual A5, que liga Madrid a Portugal.
Apesar da temperatura amena, o cu daqui do menino acusava os primeiros indícios de stress de cu-beduinismo, muito normal acima dos 600km, mas nada que uma paragem para abastecer, com café incluido e três dedos de conversa não suavize.
Parei em Trujillo par abastecer e decidi visitar o castelo. Infelizmente estava fechado, mas a parte antiga e o castelo valem bem a visita.

9 Trujillo

En Trujillo nasceu Francisco Pizarro, que foi para muitos o explorador das terras onde hoje existe a nação do Perú, e para outros o fundador da nacionalidade do Perú.
No entanto e apesar das controvérsias históricas, na Plaza Mayor de Trujillo, rende-se homenagem a este personagem com uma bonita estátua equestre.

10 Conquistador de Peru

Trujillo é sem duvida um sitio onde se deve parar com tempo.
Já de saída, o telefone deixa cair uma notificação do Marco Clara, informando da sua chegada a Estremoz.
Era tempo de cruzar o Guadiana em Mérida e avistar Elvas vigiando Badajoz num horizonte que era já 100% português!
Maria das Curvas voltava assim a pisar solo nacional ao final de dois anos.
E foi uma alegria desatada!

11 Estremoz

E assim terminou o dia do “Já cá tou”, com estas meninas a travarem conhecimento e os respectivos a contar mentiras enquanto não chegassem os gajos das “hortaliças”….