As Artroses de Maria (desmontagem)

Fui há Honda fazer um orçamento das peças que tinha que mudar, tanto na revisão estética como na revisão mecânica.
Saí de lá azul…
Mais de mil euros, para alem do trabalho do pintor. Por momentos pensei “E se comprasse uma moto nova!?”…
Mas nenhuma mota me daria o prazer que Maria já me deu, todas essas curvas, essas vivências com amigos e companheiros de estrada, todos esses murros no capacete, dados pelas penduras!
Bota lá investir na menina dos meus olhos!

3 Baket

Aqui esta ela, prestes a ficar sem a sua mini saia traseira!

4 Deposito

Depois o “barrigão” e a bomba de gasolina.

5 Bomba

Cuidadinho que este gingarelho já me deixou duas vezes a pé e custa 800€!

6 Baquet

A mini-saia da menina…

7 Tampão deposito

Depois o tampão do deposito, que teve que ser retirado para permitir uma pintura “limpa” do deposito!

8 Maria Nua

E aqui surgiu a primeira dificuldade.

10 Guarda lamas

Para tirar o guarda lamas há Maria, tivemos que utilizar uma técnica de extracção, método drástico, ao ultimo parafuso.

11 Parafuso

Tinha logo que ser o ultimo!
Estas peças foram todas acondicionadas e levadas ao pintor para pintar as mesmas com a cor de origem, pondo os autocolantes de origem, para alem de fazer a única personalização que a Maria vai sofrer na sua historia.
Calma!
Depois vocês vêem!

12 ela

E aqui esta ela!
Preparada para uma cirurgia que lhe vai retirar as artroses do seu trem dianteiro.

13 principio desmontagem

Maria ainda apresentava as marcas do acidente de 2011. Manetas torcidas, espelho retrovisor arranhado e um erro eléctrico que inicialmente me fez pensar no relé, mas depois verifiquei que se tratava do comutador dos piscas (108€+iva tinha que ser a peça mais cara)!

14 sistema electrico

Já lhe tiramos o olho!
Assim ela não vê o que lhe vamos fazer!
Convém ter cuidado com cabos que podem estar ressequidos e quebradiços, depois de mais de 13 anos de uso.

15 Avnço esquerdo

Para chegar aqui, foi preciso apontar as ligações todas dos cabos eléctricos, verificar se havia alguma anomalia e retirar os plásticos da mesa de direcção, painel de instrumentos, desafinar os afinadores da embraiagem e soltar o cabo da mesma (aproveitamos para lubrificar o mesmo).
Depois desapertar o comutador esquerdo, o espelho e o suporte da maneta de embraiagem.
O punho, por incrível que pareça foi o mais difícil de retirar.

16Avanço direito

O avanço direito é bem mais complicado.
Há coisas que não quero perder, como a afinação do acelerador.
Para isso é importante não tocar no punho direito e como tal, o ideal é retirar o avanço sem tocar nas espias do acelerador.
Para tal o que fiz foi soltar a bomba e deposito do travão dianteiro, mantendo esta sempre em alto, para desapertar o avanço da mesa de direcção e depois retira-lo do interior do punho do acelerador!
Porque convém manter a bomba do travão em alto!?
Para permitir a dilatação do óleo, que aquece e dilata com a utilização, o deposito deste tem ar, que ao por a bomba numa posição baixa, pode entrar no sistema e obrigar a uma purga do sistema de travagem.
Algo que eu queria evitar a todo custo.

17 Sem nada

Maria das Curvas já estava irreconhecível!

18 Sistema de Travões

O próximo a fazer seria retirar a roda dianteira e deixar as bainhas livres para a sua remoção

19 valvula repartidora

Maria das Curvas, partilha com a sua família o sistema Dual CBS, o que obriga a uns quantos cuidados na hora de desmontar.
Existem tubos flexíveis e rígidos, parafusos que podem estar calcinados e muito desconhecimento por parte de quem vos escreve.

20 Servofreio

Decidi então, para ganhar mais jogo, desmontar a válvula repartidora e a terceira bomba em primeiro lugar para depois retirar a pinça direita….

21 Pinça Direita

…. e depois a esquerda!

22 Pinza Dierita

Agora era importante apoiar a Maria para poder retirar a roda dianteira.
Como não tinha nenhum berço, inventei!
Encontrei entre a madeira que guardo umas tábuas donde fiz apoiar os colectores de escape para deixar a roda dianteira suspensa.

23 Roda

Roda fora!
Agora só tinha que desapertar as bainhas dos T’s de direcção…

24 Barra direita

25 Chassis

Para chegar aqui, como estamos a desmontar, foi relativamente fácil.
Desapertei o T superior e a porca e contra-porca (ambas de Garra) da coluna de direcção.
O T inferior caiu ao chão (literalmente)!

26 T inferior

Limpeza feita, verificamos o desgaste.
O T e as suas pistas não estavam danificados.
Mas as pistas dos rolamentos, principalmente o superior apresentavam este aspecto.

27 Cama da pista

Como podem ver, as esferas estavam a comer a pista do rolamento, provocando folga entre os elementos e as vibrações que eu verificava em recta.
Devo avisar que este tipo de situações já são consideradas perigosas para a nossa integridade física, dado que um rolamento deste Quando se desfaz impossibilita o giro da direcção.

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