RIM 17 – Prologo

O Prólogo

Já levo um sem numero de viagens a Portugal.
Cruzar a peninsula, de Zaragoza à Mealhada, são 800km de monotonia, que deixam os pneus quadrados e fazem aflorar os primeiros sintomas de “cu-beduinismo” após os primeiros 600km.
Para evitar passar penúrias, sempre que me proponho atravessar a península, abro o mapa da mesma, buscando onde posso uma alternativa ao caminho mais monótono. Uma alternativa que me ofereça algo de novo, um caminho que me enriqueça.
A RIM de este ano tinha como local de saída a Cidade de Vila Nova de Gaia, mas antes de me reunir com os RIMistas, passaria por casa para ver os meus pais, ver o que tinha mudado por ali e comer a deliciosa comida da minha mãe.
A viagem propriamente dita começou eram as 6h30min da manha, com um café com leite a escaldar, meia baguete de pao com tomate e azeite e o olhar atento de 4 Guardias Civiles na Dorothy, que estava estacionada no passeio que bordeava o edifício da Area de Serviço.
O caminho escolhido punha no horizonte imediato 80km de autovia, com três “portos de montanha” (La Perdiz, Morata e Frasno) como recordatório pdos forros térmicos que devia ter posto no fato, mas que, por preguicite minha achei não serem necessários.
Depois de Calatayud, mais precisamente ao km 186 da A2, o caminho deriva em direcçao a Almazan.
Nada mais sair da autovia, uns 10km mais adiante, ergue-se no no cimo de um morro, uma pequena povoação fortificada, que merece uma visita.

Trata-se de Monteagudo de las Vicarias, um povo que depende das colheitas de cereal , mas que esconde muita historia do lado de dentro das muralhas. Sem duvida que merece uma visita atenta pelo labirínto das suas ruas de aspecto medieval.
Mas a estrada, larga e rápida, reclama a nossa presença, para devorar a curta distância que existe até Almazan (que não visitamos) e lançar-nos pinhais de Osma a dentro.
Apesar de uma manhã fria, quase gelada, o ceu mantinha uma nevoa alta que filtrava aqui e ali os raios do sol, oferecendo algumas imagens bonitas….
No entanto, à chegada a Uxama, terra arquelogica onde , um pouco mais abaixo se edificou El Burgo de Osma, o ceu era cinzento e aborrecido, impedindo assim que a imagem brilhe e injustiçando a beleza natural do local.

De volta a estrada, a tão sobejamente conhecida N122, que liga Zaragoza a Zamora e consequentemente a Portugal, acompanhando boa parte do leito do Douro em Espanha, pouco de novo nos pode oferecer. Passamos Aranda de Duero e Peñafiel, fizemos uma paragem técnica, para atender ao telemóvel (que ateimava em não me deixar esquecer o trabalho) e imortaliza-la nesta imagem.

Ainda procuramos desviar caminho antes da capital Valhesoletana, mas nada nos ofereceu melhor alternitiva que um ritmo certo e despreocupado ela N122.
Uma vez na A62, Tordesilhas parecia uma boa alternativa a qualquer Area de Serviço, para tomar um “cortado” e depois de um percurso curto pelo centro histórico da cidade, “acampei” na Plaza Mayor, que serviu de palco à divisão do mundo num tratado que forjou para sempre nos livros de historia o nome da cidade.

Mais um lugar que merece uma visita atenta.
Hoje em dia, Tordesilhas esta mais ligada a um polémica, que põe em cheque as tradições, o que deve ser cultura ou que é o mal trato animal.
Uma luta por valores, misturada em uns quantos interesses, políticos e económicos, que qualifica o Toro de la Veja como uma atrocidade para uns e uma tradição ancestral para outros.

Eu prefiro não ver, respeitando quem gosta e quem não gosta.
Voltando à estrada, já quente pelo sol, Dorothy decide meter-se pela antiga N620 até as portas de Salamanca, onde parou para registrar a sua melhor media de sempre nos quase 30000km de companheira de viagens.
Depois de Salamanca, a hora de deslocação ate à fronteria foi um saltinho. Na fronteira tratei do meu estomago e de voltar a encher o deposito de Dorothy, que aguardava com alguma ansiedade as curvas ultra-rapidas da A25.
Chegamos a casa cansados mas contentes, mesmo a tempo da merenda e com tempo para fazer a voltinha de reconhecimento pela Mealhada e confirmar que tudo esta mais ou menos como a deixei , desde a minha ultima visita.

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