Domingo, dia de Missa…

Apesar de ter um Santuário, não sou um gajo muito religioso. Mas sou crente.

Acredito piamente que as minhas motas são a minha fonte de alegria.

Desde o principio do mês que uma vaga de frio, chuva e neve, estacionou na Peninsula desaconselhando o uso da mota. Quer dizer, para ir ao monte estava altamente, mas o meu pobre coração palpitava por Dorothy.

Por Dorothy e pelos Pirineus….

-Miúda! Domingo vou andar de mota…

-Com este frio? Não estás a pensar que eu vá contigo pois não!?

– Não sejas tão convencida. Eu para andar de mota só preciso da mota.

O telemóvel tocou os acordes de Sweet Child Off Mine, interrompendo assim aquilo que seria mais uma batalha pela posição Alpha no seio do casal:

– Olá migo! Tudo bem!?- ela fingia não prestar atenção – Domingo!? Andar de Mota? OK! Na boa, onde é que vamos? Olite? Fixe pá!

É assim ficou combinado, Domingo vou à missa a Olite.

Não era os Pirineus é verdade, mas quem me desafiou é companheiro de trabalho e não podia perder o dia todo a andar de mota, uma vez que trabalhava da parte da tarde. A nós os dois Juntou-se um terceiro, montado a bordo de uma Z-SX, o que até foi porreiro pois nunca tinha rodado com nenhuma.

Eram 7 da manhã quando me levantei para começar o ritual.

Olhei para o telemóvel e a temperatura estava em linha com do que vendiam. Lá fora havia 2°C e o Cierzo assobiava nas janelas. Tudo aconselhava a não armar-me em chico esperto, assim que decidi vestir o meu fato térmico Windstopper, vestir o fato de turismo e levar as minha sempre quentes luvas da Alpinestars, responsáveis por manter as minhas mãos quentes à mais de 10 anos.

E ainda bem que assim foi, pois nada mais sair da garagem montado na mota, levei uma bofetada do Cierzo que fechei logo os queixos do capacete modular.

Para ser sincero, se não fosse pela companhia jamais me aventuraria a andar à bofetada com o Cierzo ao longo do Vale do Ebro, para ir a Olite. Principalmente por causa de que o Cierzo é um vento capaz de pôr à prova o Windstopper do meu fato térmico.

Sempre ouço dizer que a melhor forma de não morrer gelado pela sensação térmica que provoca o Cierzo é de subir em altura, onde ele não sopra com tanta força.

Chegado a Pedrola, la estava a Tanqueta do Albino e o Repolho do Fernando à minha espera:

-Quem vai à frente!?

-O Rui! – disse o Albino – Ele é que é o mais experiente, ele que abra caminho!

-Katano! Sou sempre o pobre desgraçado que tenho que levar os tenrinhos pela mão….

Montei na Dorothy e arrancamos em direção a Tauste. Como já era de esperar, tudo plano, sem curvas, o rio Ebro desce o vale com bastante água e no horizonte começam a erguer-se os primeiros planaltos das Bardenas Reales.

Passamos Tauste, desviamos para Pinsoro e depois de um cafezinho rápido, entramos na Comunidad Foral de Navarra por Carcastillo.

Quando, por fim, avistei monte no meu horizonte o bom asfalto acabou.

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Ficamos confinados às fotografias, com um dia de bastantes sombras, mas bem animado com a amena cavaqueira que reinava no pessoal.

A estrada era má, mas as paisagens fariam uns quantos postais não fosse pelo sol ser um bocado tímido.

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Coroando o monte estava Ujué, que obrigava a uma fotografia artística para imortalizar a sua Igreja Fortaleza.

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Quando finalmente pisamos asfalto de qualidade não pudemos tirar proveito dele porque estava molhado!

Menos mal que não apanhamos a tromba de água que parecia ter caído momentos antes porque a estrada estava bastante encharcada.

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E pronto, já chegamos ao nosso destino.

Nem sequer entramos, quer dizer, entramos no bar para merendar, mas adiamos a visita à Olite porque estava um dia feio que convidava a estar numa mesa, a comer ovos com salsichas e a contar mentiras.

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Mas quando saia à rua a fortaleza chamava, convidava a entrar…

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Terei que cá voltar, com calma, para visitar o local com tempo.

E pronto, com o bucho cheio e o reportório de mentiras todo desmascarado, era momento de voltar para casa, pelas estradas nacionais planas e sem grande história para contar.

Ao chegar a Zaragoza ainda tive tempo de ser controlado num control de alcoolemia e drogas, onde o senhor guarda ainda me pediu de forma arrogante para que me despachasse a tirar as luvas, o capacete e o passa montanhas.

E foi assim a minha ida à missa!

Super divertida e muito emocionante.

Fiquei bué fan e vou querer repetir sem dúvida…..

Eu Sao Subi Isto

Todos vocemecezes sabem que eu sou tenrinho no monte.

Mais tenrinho que Miscaro de Novembro.

No passado mês de Dezembro estive na minha terra natal e entre os mimos maternos, as arrelias com a namorada, o Leitão e o Jantar de Natal do Motonliners.pt, consegui escapar-me ao monte com Artax.

Entre outras aventuras, vivi este particular momento que hoje acho curioso.

 

Entre a subida e a descida existem uma diferença de 3 horas, mais ou menos…

O problema está que subi confiando em Artax e em suas capacidades motrizes, fui à minha vida, subí uma das vertentes do Buçaco, fui à Cruz Alta e depois decidi não aventurar-me por caminhos novos e voltar pelo mesmo caminho.

Quando cheguei não podia acreditar que tivesse subido por ali, aquilo parecia um poço sem fundo, muito em aparte por duvidar das minhas capacidades como piloto da Artax.

Mas se eu consegui subir tenho que conseguir descer.

E  assim foi e hoje considero-me um herói, já que ainda não tenho ninguém que diga:

-Pai!! És o meu herói!

RIM-Dia das Curvas

O Dia das Curvas

O dia levantou-se com sol, mas o vento que nos tinha feito companhia ontem ameaçava com trazer-nos a chuva.

1 Idanha

Houve tempo para fazer as ultimas verificações, tomar o pequeno almoço e montar tudo na mota.
Hoje era um dia importante, com muitos km em solo espanhol e milhares de curvas há nossa espera.
A ocidente uma enorme massa de nuvens cor desastre apressava-se em vir ao nosso encontro mas felizmente o vento de momento ajudava a evitar que estas se pusessem a chorar….

2 Monsanto

Paragem para descansar e tentar roubar uma lasca destes calhaus para fumar!

3 Rocha

Quer dizer….

4 Rocha a rebolar

Houve alguém que pensou em leva-lo dentro do top case!

5 Carlos

Chegados à Aldeia Histórica de Monsanto, ainda com o sol a ajudar, o Carlos voltou à carga com aquilo do equilíbrio dinâmico da câmara e tal….

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A foto ficou muito boa, mas isto porque estava presente a Maria das Curvas.
Monsanto esta erguida na encosta de uma monte, com o Castelo no topo.

Pela sua conservação e localização é daqueles sítios que devemos visitar com tempo, sem olhar a agenda do dia ou para o céu…

Aqui o granito impera, serve de alicerce as casas, doa a pedra das paredes e ajuda a que o monte não seja tão íngreme.

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Se a isto juntamos as cores da primavera o resultado é simplesmente sublime.
Nestas paragens existem sempre surpresas agradáveis….

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Ninguém estava à espera de encontrar o irmão do Patrão por aqui, mas prontos, ainda estivemos na letra um bocadinho!

11 Marco

O Marco estava radiante!
Seria dos snifs que deu no calhau lá em baixo!?

Monsanto permite imagens assim, mas aqui o que preocupa são as nuvens!

E o Carlos insistia!
Desta vez não teve tanto êxito, mas a sua persistência esta a fazer com que, apesar de desenquadrada, esta foto não esteja tremida….. (valha-nos isso)
Monsanto estava finiquitado, era tempo de sair à estrada e rumar ao Sabugal, fugindo das nuvens.
Não conhecia as estradas, mas a curiosidade de passar pela Reserva da Malcata fez-me oreintar o grupo para lá.
É certo que passamos de raspão, mas as paisagens e as estradas deixaram aquele sabor agridoce. Devíamos ter esquecido Sabugal e explorar a Area Protegida.
Uma vez com o Castelo de Sabugal à vista, por unanimidade e com muitas nuvens negras à mistura, decidimos não visitar o castelo e rumar com destino a Espanha.
Em Foios a chuva surpreende-nos com uma escaramuça.

14 Foios

Tivemos que parar porque as meninas do costume não podem apanhar uma só gota de chuva….

13 fraldinhas

Como não podia deixar de ser, o empedrado fazia sempre o obséquio de marcar presença sempre que entravamos numa povoação.

Será que o Carlos ainda acredita que as suas “cases” aguentam a viagem toda!?
Apesar de um dia sisudo, eu animava o pessoal, prometendo-lhes muitas curvas e que tivessem calma que o tempo ia melhorar e tal….
Chegados a Navasfrias a estrada passa de manto sublime a estrada caminho de cabras. Cinco quilómetros de treme-treme, metidos no meio de uma neblina fria que molhava tudo o que se mexia, até que de repente….

Era verdade o que tinha apregoado, as estradas da Extremadura são das melhores para a pratica do moto-turismo, mas a chuva matava a esperança de que pudéssemos curtir as curvas que se avizinhavam.
Dez quilómetros de uma descida retorcida, que a cada curva o piso ia secando e eu ia-me animando a curtir cada vez mais. Atrás de mim o Diogo, que seguia as minhas trajectórias. A estrada foi secando há medida que descíamos e a parte final já foi feita a pleno pulmão, com o sol a despontar por entre as nuvens.
Ao final, apesar do Diogo contabilizar a gasolina que tinha e ser urgente abastecer os animais, a cara de satisfação era evidente em todos.
Era de facto uma delicia de estrada, com ganchos, curvas rápidas e paisagens de beleza superior.
Esperem só até verem as curvas de Batuecas!
Depois de abastecer a estrada continuou a oferecer-nos curvas de qualidade, mas desta feita para toadas muito mais rápidas. Contudo o estômago avisava que as horas avançavam e também era necessário repor forças.
Depois de uma primeira tentativa falhada, encontramos um restaurante que tinha uma mesa livre.

16 Almoço

Era tempo de descansar e saciar o estômago.

O Michel estava metido na dinâmica de viajante e solicitou o mapa do Marco.

O objectivo era lançar as bases de uma segunda RIM e acordar que os que estávamos ali, seriamos os responsáveis por organizar e fazer passar o espírito desta edição às outras vindouras.

19 Sepia

E a minha sepia (pota) até soube melhor, animado pela confrontação de ideias, todas elas positivas.

Quando voltamos à estrada, as nuvens ainda lá estavam, o vento soprava e a montanha que deviamos subir não estava no horizonte. No seu local estava um agromerado de nuvens cor negro mijão….
A chuva não nos deu descanso, começou a cair quilometros antes de Batuecas e era tão intensa que levou o Michel a duvidar do sucesso da missão:

-Escuta Michel- expliquei- Estamos a meio do caminho, se voltamos para tras não existe forma de escapar da chuva. A chuva que apanhamos para cá , vamos apanha-la para lá!

Resignado Michel concordou e lá seguimos caminho!

20 Gancho

Ainda bem!
Ao começarmos a subir o Mini Stelvio de Batuecas a chuva parou, o vento empurrava as nuvens para longe e lá no fundo já se podia ver a Penha de Francia.

21 Subida Batuecas

Isto era o que nos esperava por subir, curvas sem parar, embora que com a estrada molhada, a boa noticia é que já não chovia.

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A vegetação cobria um emaranhado de asfalto, que se tratava de uma só estrada, que se retorcia para vencer a montanha.

23 Apontador

-É para ali que vamos! Ali esta a Penha de Francia e se apanharmos o céu limpo as vistas são brutais!

Ei-la, a moto mais azul do grupo, pousando no pelourinho da Penha de Francia, a mais de 1700m de altitude e com um frio de rachar.

25 Templo

As paisagens que vos prometi.

26 Paisagem

Algumas delas com sombras rocambolescas por causa das nuvens e do tempo instavel!

27 paisagens

Salamanca, algures no vasto horizonte!

O nosso caminho seguia, mais ou menos, pelo meio desses montes!

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As protagonistas alinhadas na despedida ao Santuario da Penha de Francia.

Antes de irmos, ainda houve tempo para avistar e contemplar umas cabras montesas que pastavam penduradas (literalmente) no abrupto da montanha.

Era hora de ir, baixar a cotas menos frias e visitar o ultimo objectivo deste dia, que ja ia longo.
A estrada revelou-se difícil, estreita e esburacada, mas permitiu-nos deslumbrar de um espectáculo de luz e sombra, com o sol a jogar as escondidas com as nuvens, deixando a sensação de que valeu a pena sofrer as agruras de uma estrada má para presenciar esse espectáculo.

31 eu e a tanqueta

Esta é uma imagem perfeitamente censurável, mas deixo-a estar para que conste que sim, já estive montado em cima de uma Tanqueta.

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Aqui o grupo, à entrada da Plaza Mayor.

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Ciudad Rodrigo merece uma visita com calma, a cidade é muito bonita.

O objectivo era aquecer as mãos, e o corpo, porque estávamos literalmente congelados.
Um Café quente ajudaria muito a atingir esse objectivo.

35 Cafezinho para aquecer

De Ciudad Rodrigo a Vilar Formoso para jantar.
O que aconteceu nesses 35km de percurso é segredo dos deuses e mesmo que haja gente a jurar de pés juntos que passou por ali um grupo de motas a mais de 200km/h negarei até à morte!
O Carlos, depois de jantar e conforme planeado, despediu-se do grupo para ir dormir a casa dos seus papas! Segunda-feira era dia de trabalho para ele.
A noite acabou numa animada e interessante tertulia com o Johnny.
Foi um verdadeiro prazer Johnny, espero ver-te mais vezes e desta feita acompanhar-te numas curvas pela serra. Aproveito para desejar-te a melhor sorte do mundo e que a vida te proporcione muitas curvas sempre a curtir.

Semanada… 

Foi uma semana de correrias, de ver amigos e familiares. Mas uma semana não dá para tudo e tive que estabelecer prioridades… 

A maior de todas elas era de mostrar à Carolina as minhas origens, o entorno que me fez neste gajo que não vale nadinha… 

A Mealhada, (naquele então) vila que me viu crescer, onde a fiz regredir no tempo, para lhe explicar a importância na minha vida do jardim da Mealhada, dos baloiços ao lado da Câmara Municipal, da rua Amarela, da Nacional 1, da escola Primária, da Preparatória e do Liceu. Contei a história da vila, que se transformou em cidade, dos sítios emblemáticos que já desapareceram como O Portão, ou a Esplanada Jardim, das brincadeiras entre carros de bombeiros no antigo quartel, dos edifícios emblemáticos como a Câmara Municipal, a Farmácia Brandão ou o Cine Teatro Messias…

Visitamos a capital do amor, subimos o Quebra Costas, vimos a Cabra e as vistas para o Mondego, apresentei-lhe Dom Dinis e os seus culhões desde o alto da escadaria monumental. Vivemos as lendas da Rainha Santa e a história de Pedro e Inés (tão linda!). Faltou-nos uma Tuna, com muito traçadinho à mistura, para nos pirarmos de mansinho e terminar a ouvir uma serenata à luz da lua….

A Palacio Real, em plena Mata Do Buçaco, foi mote para umas quantas histórias, desde as Carmelitas Descalças às invasões napoleónicas; a Oliveira de Wellington e o Vale dos Fectos, assim como o meu amado Tansmaniam Eucaliptus!

Por fim, o mar, esse enorme manto de água chamado Atlântico, que não desiludiu e rugia como sempre, perfumando o ar com sal, que tão bem faz aos ossos e articulações….

Até já Zé pá! 

Eram agitadas as manhãs em que, saltando na cama, gritava a pleno pulmão a Minha Casinha.

Fui crescendo e compreendendo que os Xutos & Pontapés eram uma banda de culto, daquelas em que acabei por militar.

Não sou o único que hoje sente um profundo vazio ao saber que o arquimusico já não está.

A Morte é uma Submissão da qual, inevitavelmente todos havemos de cair, mas dói quando sentimos que tinha tanto para partilhar connosco.

Se Um Deus houvesse…

😥

O Culto… 

Esta coisa despertou conscientemente em 1994 com uma revista (já extinta) cuja imagem de capa tinha a novíssima CB500.

Desde então o apetite por conhecer esse mundo nunca mais parou. Cheguei a ir a uma concentração a 6km de casa, aventurar-me de cinquentinha por boa parte da geografía portuguesa, ver provas do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV), ser moço de recados numa modesta equipa de 125 Produção e até “dar à bandeira” num posto de controlo numa prova do campeonato de Enduro.

Alguém chegou a classificar-me como frikki por saber a ficha técnica de quase todos os motociclos à venda no retângulo.

Mas o que eu gostava mesmo era andar de mota e quase a totalidade das aventuras que vivi, vivo e vivirei, são só mais uma desculpa para andar de mota. De uma 50, passei a uma 125, depois uma 500, depois uma 1100, até hoje que tenho quase 4000cc em motas lá  no Santuário.

Vejo as motas como parte de mim, dou-lhes atenção e luto cada dia para que não lhes falte nada.

Principalmente gasolina! 😉

Continuo a estudar a aprender e a defender as motas.

Cheguei mesmo a pousar nú, num dia fresco de Fevereiro, em plena rua, para alertar e sensibilizar a comunidade.

Sim! Acredito que poucos tiveram coragem de olhar para a fotografia.

A estrada é,  em boa parte, culpada de muitas aventuras.

Faz-me sonhar. Torna-se interminável…

E  assim, pela maestría do amigo e companheiro Ricmag, nasceu o Logótipo que reúne um pouco de mim, um pouco do Culto e outro tanto dessa Estrada Interminável.

E é por esse magnetismo que o asfalto exerce, que Maria das Curvas continua a somar quilómetros.

Pelo caminho, fui fazendo amizades, continuei a cultivar o gosto pelas motas, tornei-me num entusiasta e ajudei no que pude as pessoas que encontrei no caminho.

Quando, finalmente, tive a oportunidade de criar o Santuário, percebi que tinha agora outro motivo para cultivar esta paixão.


A mecânica sempre foi uma tentação e, apesar de fazer boa parte da manutenção às minhas motas, sempre pus limites, sempre pensei que ainda não estava preparado… 

E não estou!

Muito longe disso.

Mas ter duas motas paradas no Santuário não é para mim, assim que pus mãos à obra.

Estudei sobre mecânica, li sobre restauro, procurei informação sobre os modelos, agucei o engenho, perdi o medo.

Passo as tardes livres no Santuário, tardes de puro Culto, de veneração às Motas, observando antes de tocar, tocar antes de desmanchar, desmanchar observando, observando consultando as bíblias da mecânica.

Continuo a andar de Mota!?

Claro que sim!

São elas que me levam ao Santuário!

São elas o principal motivo de tudo isto.

Irun

Gosto do País Vasco, não porque o meu cunhado se chame Vasco, mas por causa dos montes, do frio, do cheiro a mar, dos bosques densos, subidas e descidas…. 

Desta vez estava a pé, sem dinheiro e à procura de uma caixa Multibanco. 

Decidi calçar as minhas sapatilhas e bota para Carcavelos!

Postado uma nova trilha: https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=21161970 (Irun) no #wikiloc
Esta caminhada visita Irun, cidade fronteiriça com o estado Gaulês.

Pelas ruas o francês compete sem temor com o Euskera e o Espanhol, as boinas marcam perfeitamente as gerações e o comércio um vulcão em erupção. 

Uma cidade moderna, de ruas amplas e edifícios que sobem a encosta. 

Deu bem para suar e aumentar o ritmo cardíaco, tem boas rampas e zonas pedonais bem demarcadas. 

Valeu bem a pena, espero poder voltar a repetir!