Eu Sao Subi Isto

Todos vocemecezes sabem que eu sou tenrinho no monte.

Mais tenrinho que Miscaro de Novembro.

No passado mês de Dezembro estive na minha terra natal e entre os mimos maternos, as arrelias com a namorada, o Leitão e o Jantar de Natal do Motonliners.pt, consegui escapar-me ao monte com Artax.

Entre outras aventuras, vivi este particular momento que hoje acho curioso.

 

Entre a subida e a descida existem uma diferença de 3 horas, mais ou menos…

O problema está que subi confiando em Artax e em suas capacidades motrizes, fui à minha vida, subí uma das vertentes do Buçaco, fui à Cruz Alta e depois decidi não aventurar-me por caminhos novos e voltar pelo mesmo caminho.

Quando cheguei não podia acreditar que tivesse subido por ali, aquilo parecia um poço sem fundo, muito em aparte por duvidar das minhas capacidades como piloto da Artax.

Mas se eu consegui subir tenho que conseguir descer.

E  assim foi e hoje considero-me um herói, já que ainda não tenho ninguém que diga:

-Pai!! És o meu herói!

Semanada… 

Foi uma semana de correrias, de ver amigos e familiares. Mas uma semana não dá para tudo e tive que estabelecer prioridades… 

A maior de todas elas era de mostrar à Carolina as minhas origens, o entorno que me fez neste gajo que não vale nadinha… 

A Mealhada, (naquele então) vila que me viu crescer, onde a fiz regredir no tempo, para lhe explicar a importância na minha vida do jardim da Mealhada, dos baloiços ao lado da Câmara Municipal, da rua Amarela, da Nacional 1, da escola Primária, da Preparatória e do Liceu. Contei a história da vila, que se transformou em cidade, dos sítios emblemáticos que já desapareceram como O Portão, ou a Esplanada Jardim, das brincadeiras entre carros de bombeiros no antigo quartel, dos edifícios emblemáticos como a Câmara Municipal, a Farmácia Brandão ou o Cine Teatro Messias…

Visitamos a capital do amor, subimos o Quebra Costas, vimos a Cabra e as vistas para o Mondego, apresentei-lhe Dom Dinis e os seus culhões desde o alto da escadaria monumental. Vivemos as lendas da Rainha Santa e a história de Pedro e Inés (tão linda!). Faltou-nos uma Tuna, com muito traçadinho à mistura, para nos pirarmos de mansinho e terminar a ouvir uma serenata à luz da lua….

A Palacio Real, em plena Mata Do Buçaco, foi mote para umas quantas histórias, desde as Carmelitas Descalças às invasões napoleónicas; a Oliveira de Wellington e o Vale dos Fectos, assim como o meu amado Tansmaniam Eucaliptus!

Por fim, o mar, esse enorme manto de água chamado Atlântico, que não desiludiu e rugia como sempre, perfumando o ar com sal, que tão bem faz aos ossos e articulações….

Até já Zé pá! 

Eram agitadas as manhãs em que, saltando na cama, gritava a pleno pulmão a Minha Casinha.

Fui crescendo e compreendendo que os Xutos & Pontapés eram uma banda de culto, daquelas em que acabei por militar.

Não sou o único que hoje sente um profundo vazio ao saber que o arquimusico já não está.

A Morte é uma Submissão da qual, inevitavelmente todos havemos de cair, mas dói quando sentimos que tinha tanto para partilhar connosco.

Se Um Deus houvesse…

😥

O Culto… 

Esta coisa despertou conscientemente em 1994 com uma revista (já extinta) cuja imagem de capa tinha a novíssima CB500.

Desde então o apetite por conhecer esse mundo nunca mais parou. Cheguei a ir a uma concentração a 6km de casa, aventurar-me de cinquentinha por boa parte da geografía portuguesa, ver provas do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV), ser moço de recados numa modesta equipa de 125 Produção e até “dar à bandeira” num posto de controlo numa prova do campeonato de Enduro.

Alguém chegou a classificar-me como frikki por saber a ficha técnica de quase todos os motociclos à venda no retângulo.

Mas o que eu gostava mesmo era andar de mota e quase a totalidade das aventuras que vivi, vivo e vivirei, são só mais uma desculpa para andar de mota. De uma 50, passei a uma 125, depois uma 500, depois uma 1100, até hoje que tenho quase 4000cc em motas lá  no Santuário.

Vejo as motas como parte de mim, dou-lhes atenção e luto cada dia para que não lhes falte nada.

Principalmente gasolina! 😉

Continuo a estudar a aprender e a defender as motas.

Cheguei mesmo a pousar nú, num dia fresco de Fevereiro, em plena rua, para alertar e sensibilizar a comunidade.

Sim! Acredito que poucos tiveram coragem de olhar para a fotografia.

A estrada é,  em boa parte, culpada de muitas aventuras.

Faz-me sonhar. Torna-se interminável…

E  assim, pela maestría do amigo e companheiro Ricmag, nasceu o Logótipo que reúne um pouco de mim, um pouco do Culto e outro tanto dessa Estrada Interminável.

E é por esse magnetismo que o asfalto exerce, que Maria das Curvas continua a somar quilómetros.

Pelo caminho, fui fazendo amizades, continuei a cultivar o gosto pelas motas, tornei-me num entusiasta e ajudei no que pude as pessoas que encontrei no caminho.

Quando, finalmente, tive a oportunidade de criar o Santuário, percebi que tinha agora outro motivo para cultivar esta paixão.


A mecânica sempre foi uma tentação e, apesar de fazer boa parte da manutenção às minhas motas, sempre pus limites, sempre pensei que ainda não estava preparado… 

E não estou!

Muito longe disso.

Mas ter duas motas paradas no Santuário não é para mim, assim que pus mãos à obra.

Estudei sobre mecânica, li sobre restauro, procurei informação sobre os modelos, agucei o engenho, perdi o medo.

Passo as tardes livres no Santuário, tardes de puro Culto, de veneração às Motas, observando antes de tocar, tocar antes de desmanchar, desmanchar observando, observando consultando as bíblias da mecânica.

Continuo a andar de Mota!?

Claro que sim!

São elas que me levam ao Santuário!

São elas o principal motivo de tudo isto.

Eu e o Facebook

À dois meses atrás decidi desactivar a minha conta no Facebook!

As redes sociais tem um gancho adictivo que convem saber controlar, mas longe do problema da adicção, o problema reside essencialmente no conteudo, quase todo ele de qualidade dubia, fora de contexto e que nos informa de coisas de muito pouca relevância.

Se eu quiser cortar na casaca de alguem, saber de noticias dos miúdos dos amigos ou combinar uma tainada faço o melhor que sei, socializar em carne e osso.

Assim que decidi voltar a reactivar a minha conta do Facebook para partilhar nela o que realmente me interessa, as minhas barbaridades, aventuras e desventuras, para alem das vezes que ofereço um voo gratis ao meu bom amigo Martelo!

Alterei o meu nome, de Rui, para LoneRider, porque esta é a primeira de um sem fim de publicações publicas, e porque não interessa quem faz passar a mensagem, mas sim o que mensagem leva cada um!

Podia pedir que me seguissem directamente no meu Blog, mas acredito que uma leitura fugaz no Facebook é muito mais comodo, o que é compreensivel.

Mas o blog existe e está activo, se vocês quiserem seguir, estejam à vontade!

Boas Curvas a todos!

Rui Vieira aka LoneRider

 

Pescoço com mais de 40…

O Sr. LoneRider tem um pescoço com mais de 40 o que será mais propenso a que sofra da patologia que sofre”

Como se atreve um médico a insultar o meu pescoço desta maneira!?

Este pescoço, forte e maciço, esculpido à base de oferecer resistência aerodinâmica aos ritmos impostos pela Maria das Curvas ao longo destes anos em que viajamos juntos.

Que se lixe as patologias e os problemas respiratórios e disfunções mecânicas e eréctil (espera lá! Eréctil não! Vade-retro chifrudo!).

Só por causa das coisas, vou continuar a fazer o que faço. Ir ao ginásio, fazer treino muscular, cardiovascular e as minhas andanças kilométricas para manter este corpo mais ou menos forte e em forma. 

Além disso, e isto é a parte melhor, vou manter os meus dois pescoços bem fortes e maciços, seja andando de mota seja através da função eréctil.

Por falar em função eréctil… 

Vê lá se acordas  ó molengão, que estamos quase a chegar a casa! 

Uma subida para Rupert

As vezes saio ao monte com Artax, outras vezes com Rupert. 

Numa dessas saídas dei por mim a fazer os mesmos caminhos que faço com a Artax. 

 

Uma vez lembrei-me de desafiar o meu bom amigo Eddie para vir conhecer as boas aptitudes como escalador do Rupert. 

Numa mistura de medo e confiança, Eddie entrou em Rupert e gravou com o seu telemóvel este pequeno vídeo.